Um jovem de 18 anos causou pânico na manhã de terça-feira (24) ao invadir o Colégio Estadual Ismar Gomes de Azevedo, no Centro de Cabo Frio, armado com uma faca. Ele ameaçou a ex-namorada e um colega de turma e ainda colocou a própria vida em risco. A rápida intervenção da Guarda Civil Municipal, com apoio da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), evitou que a situação se transformasse em uma tragédia.
Invasão e ameaças
Segundo testemunhas e informações das autoridades, o jovem entrou no colégio durante o horário letivo, visivelmente alterado, e foi direto em direção à ex-namorada, que estudava na unidade. Em seguida, passou a ameaçar outro aluno que tentou intervir na situação. O pânico tomou conta dos alunos e funcionários, que correram para se proteger enquanto a direção acionava a Romu.
Durante o ataque, o suspeito fez ameaças de ferir os presentes e chegou a dizer que atentaria contra a própria vida. A presença da faca, a tensão do momento e os gritos de desespero geraram grande tumulto dentro do colégio.
Ação da Guarda Civil e detenção
Agentes da Romu e da Guarda Civil chegaram ao local rapidamente e conseguiram conter o jovem antes que alguém se ferisse. Devido ao estado emocional do rapaz e ao risco iminente, os agentes precisaram algemá-lo para garantir a segurança de todos. Com habilidade, a equipe acalmou o jovem e o retirou da escola sob escolta, evitando maiores consequências.
Após a detenção, o jovem foi levado à 126ª Delegacia de Polícia (126ª DP), onde o caso foi registrado. A ex-namorada, abalada, prestou depoimento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Atendimento médico e situação atual
Em seguida, os agentes conduziram o rapaz ao Hospital Central de Emergência (HCE). Lá, ele passou por atendimento psiquiátrico e segue internado sob custódia, recebendo acompanhamento médico e sendo monitorado por agentes da segurança pública.
Repercussão e medidas de segurança
O caso acendeu um alerta sobre a segurança nas escolas da região. Pais e responsáveis de alunos do colégio exigem reforço na proteção das unidades de ensino, para que casos como esse não se repitam. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar os detalhes do episódio e entender como o jovem conseguiu entrar armado na escola.
Fonte:
odia.ig.com.br