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Cantor foi autuado por direção perigosa e teve fiança arbitrada.

Policial coloca a mão no ombro de Oruam — Foto: Reprodução

O rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, foi detido na tarde desta quinta-feira (20) na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O cantor tentou fugir de uma blitz policial ao realizar uma manobra arriscada na contramão, o que resultou em sua autuação por direção perigosa. A 16ª Delegacia de Polícia (Barra) determinou fiança para sua liberação.

Abordagem e detenção

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o rapper sendo colocado dentro de uma viatura policial, cercado por fãs. Durante a abordagem, houve tumulto, e os agentes precisaram usar spray de pimenta para dispersar a multidão. A assessoria do cantor confirmou sua detenção, mas garantiu que ele “está bem” e que a equipe trabalha para resolver a situação da melhor forma possível.

Reprodução – Redes Sociais

Projeto ‘Anti-Oruam’ ganha força

A prisão do rapper ocorre em meio ao avanço de projetos de lei que visam proibir a contratação de artistas com recursos públicos caso promovam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas. Em São Paulo, a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) propôs uma legislação que impede a realização de shows com conteúdo que exalte práticas criminosas. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) manifestou apoio à medida. No Rio de Janeiro, os vereadores Pedro Duarte (Novo) e Talita Galhardo (PSDB) também impulsionam uma proposta semelhante.

Quem é Oruam?

Com cerca de 10 milhões de ouvintes mensais no Spotify e 9 milhões de seguidores no Instagram, Oruam é um dos rappers mais influentes do Brasil. No entanto, sua carreira é marcada por polêmicas. Filho de Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, o cantor já demonstrou apoio ao pai e tem tatuagens de criminosos conhecidos, como Elias Maluco, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes. Recentemente, Oruam foi alvo de debates sobre a influência de seu conteúdo no público jovem, especialmente em eventos financiados pelo setor público.

Fontes:
cultura.uol.com.br
veja.abril.com.br
g1.globo.com

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