Foto: Andressa Anholete/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu nesta quinta-feira (29) às críticas do governo de Donald Trump sobre decisões judiciais brasileiras. Em sessão do STF, ele destacou que o Brasil “deixou de ser colônia em 7 de setembro de 1822” e reafirmou a soberania do país, a independência do Judiciário e a defesa da democracia.
A manifestação de Moraes ocorre um dia após um setor do Departamento de Estado dos EUA criticar o bloqueio de acesso a informações e a imposição de multas sobre empresas americanas, em referência à suspensão da rede social Rumble no Brasil.
Reação às críticas dos EUA
Durante seu discurso, Moraes ressaltou que todos os países-membros da ONU devem agir sem coação ou hierarquia entre Estados, respeitando a autodeterminação dos povos. Ele também mencionou a luta contra o fascismo, o nazismo e o imperialismo em todas as formas, destacando que a Constituição Federal de 1988 consolida o Brasil como uma República independente e democrática.
Além disso, Moraes citou a mensagem de apoio publicada pelo ministro do STF Flávio Dino, que defendeu a soberania brasileira. Ele destacou que o Maranhão, governado por Dino em dois mandatos, representa a luta histórica por independência e cidadania, relembrando a Revolta da Balaiada (1838-1841).
Ofensiva americana contra Moraes
A tensão entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos cresceu após a Câmara dos Representantes dos EUA aprovar um projeto que pode barrar a entrada de Moraes no país. Chamado de “Sem Censores em Nosso Território”, o texto busca impedir a presença de agentes estrangeiros que, segundo os congressistas americanos, violem a liberdade de expressão dos cidadãos dos EUA.
Além disso, a plataforma Rumble e a Trump Media, grupo de comunicação ligado ao ex-presidente americano, entraram com uma ação na Justiça dos EUA contra Moraes, alegando censura. No entanto, o pedido foi negado no dia seguinte.
Compromisso com a democracia
Moraes finalizou seu pronunciamento reiterando o compromisso do Brasil com a democracia, a igualdade entre as nações e a defesa dos direitos humanos. O ministro afirmou que o país segue firme na construção de uma República independente e cada vez mais fortalecida.
Fonte: cartacapital.com.br/veja.abril.com.br