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País também bloqueia importação de madeira serrada em resposta a tarifas de Trump.

Fim da safra de soja e milho nos EUA — Foto: Arquivo/ Joana Colussi/ Globo Rura

A China anunciou, nesta terça-feira (4), a suspensão das importações de soja de três grandes exportadores norte-americanos, além de um bloqueio à compra de madeira serrada dos Estados Unidos. A medida intensifica as retaliações do governo chinês contra as tarifas impostas pelo então presidente Donald Trump.

A alfândega chinesa justificou a decisão afirmando ter detectado cravagem e agentes de revestimento de sementes nos carregamentos de soja importados dos EUA. No caso da madeira serrada, autoridades chinesas relataram a presença de vermes, aspergillus e outras pragas, levando à interrupção das compras.

Empresas afetadas e impactos no comércio

A decisão impacta diretamente as empresas CHS Inc., Louis Dreyfus Company Grains Merchandising LLC e EGT, que tiveram suas licenças de exportação para a China suspensas. Representantes das companhias ainda não se manifestaram sobre a medida.

Cerca de metade das exportações de soja dos EUA são destinadas à China, movimentando aproximadamente US$ 12,8 bilhões (R$ 75,71 bilhões) em 2024. A restrição imposta pelo governo chinês deve afetar diretamente os agricultores norte-americanos, que já enfrentam desafios devido à guerra comercial entre os dois países.

Escalada da guerra comercial

A retaliação chinesa acontece após a Casa Branca determinar uma tarifa adicional de 10% sobre produtos chineses, elevando a tributação total para 20%. A medida foi justificada pelo governo dos EUA como uma resposta à suposta inatividade da China no combate ao tráfico de drogas.

Além das restrições comerciais, Pequim aplicou tarifas sobre US$ 21 bilhões em produtos agrícolas e alimentícios dos EUA, como soja, trigo, carne e algodão. Novas taxas variam entre 10% e 15%, tornando as importações desses produtos ainda mais onerosas para os importadores chineses.

Possíveis impactos globais

A guerra comercial pode beneficiar outros países produtores de grãos. Desde o primeiro mandato de Trump, a China tem buscado reduzir sua dependência dos produtos agrícolas norte-americanos, ampliando compras de países como o Brasil. Exportadores dos EUA também tentam compensar a perda do mercado chinês aumentando vendas para regiões como Sudeste Asiático, África e Índia.

Enquanto isso, a Austrália pode se beneficiar com a alta na demanda por trigo e milho, segundo analistas. O Commonwealth Bank de Sydney destacou que as tarifas chinesas sobre as importações norte-americanas podem impulsionar exportações australianas desses grãos.

Fontes:
globorural.globo.com
1.folha.uol.com.br

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