Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Investigação aponta que fogo foi causado por rojões usados para promover rifas ilegais nas redes sociais

Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizaram, nesta sexta-feira (14), uma operação contra influenciadores digitais suspeitos de provocar um incêndio de grandes proporções no Parque da Prainha, na Zona Oeste do Rio. As autoridades cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Incêndio devastou 45 mil m² de Mata Atlântica

De acordo com as investigações, o incêndio ocorreu na última terça-feira (11), quando quatro homens pararam no estacionamento que margeia a montanha do Parque da Prainha para gravar um vídeo promocional. Durante a gravação, eles soltaram rojões em direção à vegetação para divulgar a rifa de uma moto nas redes sociais.

O grupo percebeu que as explosões iniciaram um foco de incêndio, mas fugiu do local sem acionar as autoridades. O fogo se espalhou rapidamente, devastando cerca de 45 mil m² de Mata Atlântica, o equivalente a quatro campos de futebol.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) iniciou a investigação após ser acionada pelo Inea. Três suspeitos já foram identificados, enquanto um quarto homem segue sob apuração.

Materiais apreendidos e possíveis crimes

Durante a operação, os agentes apreenderam fogos de artifício, equipamentos utilizados nas gravações, um colete balístico e materiais relacionados às rifas promovidas pelos influenciadores. Entre os investigados estão Luiz Fernando Faria Rocha, conhecido como Nando Rocha, e Wesley Silva Nascimento, o Raio Motoboy. João Vitor Santana Dias também é um dos suspeitos.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de associação criminosa, crime contra a economia popular, exploração de jogos de azar e dano ao meio ambiente. Além disso, a polícia investiga se a rifa promovida nas redes sociais era ilegal.

Influenciadores negam envolvimento

Nas redes sociais, Wesley Silva Nascimento negou qualquer participação no incêndio. “Estão usando minha imagem para me acusar de algo que não fiz. É tudo mentira. Não coloquei fogo na mata e estou indo prestar esclarecimentos na polícia”, afirmou.

As investigações continuam para esclarecer a extensão do envolvimento dos suspeitos no crime e determinar possíveis sanções.

Fonte: terra.com.br/metropoles.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Prefeitura do Rio projeta expansão da Saúde da Família, novas Clínicas da Família, aumento da arrecadação municipal e crescimento das despesas com servidores até 2029

Prefeitura prevê investimento de R$ 3,5 milhões em estruturas para reorganizar pontos de embarque e desembarque em áreas de grande fluxo de passageiros.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (20)
Funcionária morre atropelada dentro de garagem de ônibus no Engenho de Dentro

Jacqueline Azevedo de Carvalho, de 64 anos, trabalhava há 25 anos na empresa e morreu durante manobra de coletivo em garagem na Zona Norte do Rio

IMAGENS PARA O SITE (19)
SuperVia encerra operações após quase 30 anos e Nova Via Mobilidade assume trens do Rio

Mudança marca nova fase do sistema ferroviário fluminense, que enfrenta desafios históricos de infraestrutura, acessibilidade e qualidade do serviço

IMAGENS PARA O SITE (18)
Jovens da Rocinha denunciam turista colombiana por racismo durante apresentação de capoeira

Mulher tentou colocar banana em sacola de doações de grupo cultural; caso é investigado pela Polícia Civil como injúria por preconceito