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Tecnologia livre de satélites promete mais velocidade e menor custo para conectar áreas remotas.

A Taara, empresa de internet baseada em feixes de luz, deixou a incubadora X da Alphabet para atuar de forma independente. A companhia agora busca expansão global e pretende rivalizar com a Starlink, de Elon Musk, na corrida pela conectividade em áreas remotas.

Com uma tecnologia inovadora que transmite dados por meio de lasers, a Taara promete conexões de alta velocidade a um custo reduzido. Diferente da Starlink, que utiliza satélites para fornecer internet, a empresa aposta em terminais terrestres compactos, capazes de alcançar velocidades de 20 gigabits por segundo em distâncias de até 20 quilômetros.

Expansão e investimentos

A Alphabet manteve uma participação minoritária na Taara, que garantiu sua separação a partir de uma rodada de financiamento liderada pela Series X Capital. Atualmente, a empresa opera em 12 países, incluindo a Índia e partes da África, e desenvolve projetos estratégicos para ampliar sua presença global.

Um dos destaques da Taara foi a implementação de um laser de 5 km que atravessa o Rio Congo, conectando a República Democrática do Congo a Kinshasa, uma região onde os custos de internet ainda são altos. Além disso, a tecnologia foi utilizada para reforçar redes congestionadas em eventos como o festival Coachella 2024.

Para acelerar sua expansão, a Taara condensou sua tecnologia em um chip compacto, previsto para lançamento em 2026. Esse avanço pode tornar a solução ainda mais acessível e eficiente.

A disputa entre Taara e Starlink se intensifica. Enquanto a empresa de Elon Musk conta com mais de 7 mil satélites para fornecer internet global, a Taara acredita que sua tecnologia oferece vantagens significativas.

“Podemos oferecer 10, se não 100 vezes mais largura de banda para um usuário final do que uma antena Starlink típica, e fazer isso por uma fração do custo”, afirmou Mahesh Krishnaswamy, fundador da Taara, em entrevista à Wired.

A Starlink utiliza sinais de rádio que podem sofrer congestionamento em áreas com muitos usuários. Já a Taara aposta em um sistema que pode ser instalado em torres, prédios e até árvores, reduzindo a necessidade de infraestrutura complexa. Esse modelo torna a implementação mais rápida e econômica, principalmente em regiões de difícil acesso, como ilhas e áreas montanhosas.

Desafios da tecnologia a laser

Apesar das promessas, a internet a laser enfrenta desafios. Condições climáticas adversas, como neblina e chuvas intensas, podem comprometer a transmissão dos feixes de luz. Para minimizar esses impactos, a Taara trabalha em aprimoramentos que garantam maior estabilidade ao serviço.

Mesmo com essas barreiras, a empresa aposta na escalabilidade e no custo-benefício de sua tecnologia para conquistar mercado. A expectativa é de que, com mais investimentos, a solução se torne uma alternativa viável e competitiva frente à Starlink.

Fontes:
startups.com.br
ultimosegundo.ig.com.br
exame.com

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