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Entregadores protestam pelo segundo dia seguido e reivindicam aumento na taxa mínima por entrega, suporte humanizado e pontos de apoio

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Pelo segundo dia consecutivo, motoboys e ciclistas que trabalham para aplicativos de entrega protestaram em diversas regiões do Rio de Janeiro nesta terça-feira (1º). A greve nacional de 48 horas, conhecida como “Breque Nacional”, busca pressionar as empresas para aumentar a taxa mínima de entrega de R$ 6,50 para R$ 10, além de garantir melhores condições de trabalho.

Mobilização e protestos em vários pontos da cidade

Desde a segunda-feira (31), entregadores paralisaram suas atividades em bairros como Botafogo, Tijuca, Méier e Taquara, além de bloquearem trechos da BR-040 em Duque de Caxias. No Palácio da Cidade, em Botafogo, dezenas de motociclistas ocuparam a Rua São Clemente, realizando um buzinaço.

A Polícia Militar foi acionada para conter manifestações e, na Tijuca, ao menos 13 pessoas foram encaminhadas à delegacia. Seis delas foram autuadas por associação criminosa e atentado contra a liberdade de trabalho, sob a acusação de ameaçar colegas para que aderissem ao movimento.

Reivindicações da categoria

Os trabalhadores alegam que não recebem reajuste há mais de três anos e que o custo de vida aumentou drasticamente. Segundo Ulisses Castro, representante de motoboys da Baixada Fluminense, o modelo atual de remuneração dos aplicativos prejudica os entregadores.

“Nosso objetivo é claro: queremos mostrar aos aplicativos que somos a mão de obra e eles são os intermediários desse sistema. Sem nós, não há entregas”, afirmou Castro.

Além do reajuste na taxa mínima, os manifestantes pedem:

  • Suporte humanizado dentro dos aplicativos;
  • Telefone de emergência para casos de acidentes;
  • Pontos físicos de apoio para descanso e atendimento em situações graves, como agressões e banimentos injustificados;
  • Distância máxima de 3 km por entrega para quem usa bicicleta.

Resposta dos aplicativos e posicionamento oficial

O iFood afirmou que respeita a manifestação pacífica e destacou que 60% das entregas são feitas pelos próprios restaurantes. A empresa declarou que mantém diálogo com os trabalhadores desde 2021 para discutir melhorias nas condições de trabalho.

No entanto, muitos entregadores questionam a postura das plataformas e exigem mudanças imediatas. Em 2023, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) realizou uma audiência pública para debater a regulamentação da atividade, mas nenhuma solução concreta foi implementada até o momento.

Fonte: brasildefato.com.br/g1.globo.com

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