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Rocinha, Pavão-Pavãozinho e Morro dos Prazeres lideram lista de áreas com maior vulnerabilidade, segundo novo índice da cidade. Angra dos Reis tem 193 desalojados.

Foto: Prefeitura RJ
As chuvas intensas que atingiram o estado do Rio de Janeiro nos últimos dias acenderam um alerta vermelho sobre o risco de deslizamentos e inundações, especialmente em áreas de favelas. A situação evidenciou a alta vulnerabilidade de comunidades como Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e Morro dos Prazeres. Segundo dados do novo Índice de Vulnerabilidade a Chuvas Extremas na Cidade do Rio de Janeiro (IVCE-RJ), essas áreas concentram milhares de moradias em risco alto ou muito alto.

Rocinha, Pavão-Pavãozinho e Morro dos Prazeres lideram ranking de risco

Na Rocinha, considerada a maior favela do Brasil, cerca de 42% dos 10,5 mil domicílios estão em áreas com alta vulnerabilidade para deslizamentos. Desses, 1,4 mil se encontram em risco muito alto. Já o complexo Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, na zona sul da cidade, tem 3 mil moradias em risco elevado – 899 delas em vulnerabilidade muito alta.

O Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, também aparece em destaque no levantamento. Das 604 residências mapeadas, 222 estão em risco muito alto. A região foi uma das que teve sirenes acionadas pela Defesa Civil na última sexta-feira, diante da previsão de continuidade das chuvas.

Dados alarmantes em outros bairros e favelas do Rio

Outras comunidades com elevado risco de deslizamentos incluem o Morro do Dendê, no bairro do Tauá, e o Morro da Fé, na Penha. Já no Rio Comprido, todos os domicílios classificados com vulnerabilidade muito alta estão localizados no Morro do Turano. Na Tijuca, a situação é grave nas favelas do Borel, Salgueiro e também no próprio Turano.

No total, segundo o IVCE-RJ, o município do Rio abriga cerca de 599 mil domicílios em risco alto para chuvas intensas. Destes, 142 mil residem em áreas de vulnerabilidade muito alta.

Inundações preocupam bairros da zona oeste e Baixada

A ameaça de inundações também persiste em bairros como Santa Cruz, Campo Grande e Guaratiba. Em Santa Cruz, comunidades como Vitor Dumas e Higienópolis enfrentam altos níveis de risco. Em Guaratiba, o Jardim Maravilha registra grande concentração de domicílios em áreas críticas. Campo Grande apresenta risco elevado especialmente nas margens dos rios Cabuçu e canal do Meio.

No Complexo da Maré, a favela Parque União lidera em número de casas com alta vulnerabilidade para inundações.

Angra dos Reis tem quase 200 desalojados

Fora da capital, Angra dos Reis registrou 193 pessoas desalojadas após o transbordamento dos rios Japuíba e Caputera. As chuvas somaram 347 mm em 48 horas, forçando a prefeitura a abrir 36 pontos de apoio e quatro abrigos. Apesar da gravidade, não houve registro de vítimas. O governo estadual mobilizou colchões, cestas básicas e outros itens de emergência para apoiar os afetados.

Capital e Região Serrana mantêm alerta elevado

Na cidade do Rio, os bairros mais atingidos pelas chuvas incluem Tijuca, Alto da Boa Vista e Anchieta. Sirenes foram acionadas em comunidades da Grande Tijuca, como Borel e Andaraí. A Defesa Civil recebeu 44 chamados relacionados a quedas de árvores, alagamentos e deslizamentos em 24 horas. Duque de Caxias, São João de Meriti e Rio das Ostras também estão em estado de alerta.

Na Região Serrana, Petrópolis acionou sirenes em várias comunidades, e Teresópolis registrou famílias obrigadas a sair de suas casas. A subida da serra foi temporariamente interditada. A BR-040 e a Rio-Santos enfrentaram bloqueios devido a alagamentos e quedas de árvores.

IVCE-RJ e o planejamento climático da cidade

O IVCE-RJ, desenvolvido pela Ambiental Media em parceria com o grupo de pesquisa RioNowcast+Green, da Universidade Federal Fluminense (UFF), cruza dados socioeconômicos com riscos geológicos. A ferramenta faz parte do projeto Rio 60º – Como a Cidade se Prepara para os Eventos Climáticos Extremos, que busca orientar políticas públicas diante das mudanças climáticas.

A expectativa é que esse mapeamento contribua com estratégias mais eficazes para proteger comunidades vulneráveis e reduzir o impacto dos desastres naturais que se intensificam com o aquecimento global.

Fontes:
jovempan.com.br
terra.com.br

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