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Mesmo com ordem judicial de afastamento, pais agrediram o menino Heitor, que chegou morto à maternidade; avô descumpria decisão e entregava a criança aos acusados

Foto: Divulgação

A Polícia Civil prendeu, neste sábado (12), um casal suspeito de causar a morte do próprio filho, de dois anos, na Zona Norte do Rio. Elaine de Sousa Alves, de 41 anos, e Rafael Alves Gonçalves, de 40, foram detidos em Benfica e em Tomás Coelho por agentes da 19ª DP (Tijuca). Ambos respondem por homicídio e maus-tratos contra o menino Heitor de Souza Alves Gonçalves.

O caso chocou a comunidade e revelou uma sequência de falhas e violência doméstica. Embora uma ordem judicial determinasse o afastamento dos pais, o avô materno, de forma recorrente, descumpriu a decisão e entregava a criança ao casal.

Heitor chegou sem vida à maternidade e apresentava sinais de agressão

Na quarta-feira (9), Heitor deu entrada já sem vida na Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão. Funcionários da unidade médica acionaram imediatamente a Polícia Civil, diante das suspeitas de violência.

A equipe da 19ª DP iniciou as investigações ainda no local. A criança apresentava hematomas na cabeça e sintomas de agressões. O delegado responsável ouviu cinco pessoas: os pais, o avô materno, a cuidadora e a pessoa que prestou socorro à vítima.

Relatos expõem rotina de descaso e omissão familiar

Segundo depoimentos colhidos pela polícia, a cuidadora informou que Rafael levou Heitor e o irmão gêmeo até sua casa e relatou que o bebê estava vomitando e com marcas visíveis de machucado. Durante o dia, a situação da criança se agravou, e o menino acabou desmaiando.

O avô materno confessou que, mesmo ciente da medida protetiva, entregava diariamente os meninos ao casal. Essa revelação agravou o quadro de negligência e contribuiu para o pedido de prisão temporária, já acatado pela Justiça.

Corpo segue no IML sem liberação por parte da família

Até o momento, nenhum parente compareceu ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, para liberar o corpo de Heitor para o sepultamento. A ausência reforça o cenário de abandono e negligência que marcou os últimos dias de vida do menino.

Fonte: g1.globo.com

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