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Produtos essenciais pressionam o bolso dos cariocas, que enfrentam aumentos superiores à média nacional, segundo dados do IBGE.

A inflação no Rio de Janeiro alcançou 0,53% em março, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (11). Apesar do número estar ligeiramente abaixo da média nacional de 0,56%, o impacto sobre os alimentos básicos foi significativamente maior para os cariocas. Café moído, tomate e ovos registraram aumentos bem acima da média nacional, puxando o custo de vida para cima.

O tomate foi o grande vilão do mês, com alta de 30% apenas em março no estado. Os ovos, por sua vez, subiram 14% no mesmo período. Já o café moído acumulou impressionantes 85% de aumento em 12 meses — quase 10 pontos percentuais acima do crescimento médio no país, que ficou em 77%.

Clima e safra: os principais fatores por trás da alta

De acordo com o economista André Braz, da FGV/Ibre, o grupo de alimentos e bebidas respondeu por 52% da inflação de março no estado do Rio. Segundo ele, a onda de calor registrada no mês afetou fortemente os alimentos in natura, como frutas, verduras e legumes.

“Alimentos in natura são mais sensíveis a variações climáticas. A alta no preço do tomate, por exemplo, está diretamente ligada ao calor excessivo, que prejudicou a produção”, explicou Braz.

No entanto, há expectativas de alívio nos preços com a chegada do outono, quando as condições de colheita melhoram. Por outro lado, produtos com ciclo de produção mais longo, como o café, podem manter a tendência de alta por mais tempo. “É mais difícil prever queda nesses casos”, concluiu.

Adaptações no consumo: táticas para driblar os preços

Nas ruas, os consumidores sentem no bolso o peso da inflação e buscam estratégias para economizar. “Tá caro! Tudo tá caro”, desabafou a dona de casa Maria de Lurdes Cerqueira durante suas compras na feira.

Já Ednice Ferreira, empregada doméstica, aposta na comparação de preços: “Tem que saber onde e como comprar. O dia da feirinha ajuda”. A aposentada Sandra reforça: “Não é só chegar e comprar. Tem que pesquisar muito”.

O cenário exige mais atenção e criatividade dos consumidores, que enfrentam pressões econômicas constantes nos itens mais essenciais do dia a dia.

Fontes: g1.globo.com/diariodorio.com

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