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Reality show registrou apenas 17 pontos no Ibope e confirmou tendência de queda iniciada após o fenômeno das edições pandêmicas.

Foto: (Reprodução/TV Globo)

A final do Big Brother Brasil 25, exibida nesta terça-feira (22), consolidou um marco histórico — mas não por bons motivos. A edição, vencida pela dançarina Renata Saldanha, marcou apenas 17 pontos de audiência na Grande São Paulo, segundo dados da Kantar Ibope Media. Esse desempenho representa o pior índice já registrado em uma final do programa, superando o recorde negativo do BBB 23, que havia marcado 19,5 pontos.

O dado é simbólico e confirma um movimento de queda progressiva da audiência do reality show mais tradicional da TV brasileira. A título de comparação, em 2021, a vitória de Juliette Freire rendeu 34 pontos no Ibope — quase o dobro da performance atual. Desde então, nenhuma final conseguiu ultrapassar os 30 pontos.

Audiência em queda reflete desgaste do formato

A edição 2025 do programa amargou ainda outro título: a pior média geral de audiência da história do BBB, com apenas 16 pontos, de acordo com a Kantar Ibope. O índice escancara o cansaço do público com a fórmula repetitiva do reality, que parece não se renovar.

Além disso, a queda na audiência do BBB coincidiu com o fracasso da novela “Mania de Você”, exibida antes do reality. A trama das 21h também obteve o pior desempenho histórico de sua faixa, com média de 21 pontos — o que influenciou negativamente a entrega para o BBB.

Elenco fraco e falta de conflito afundam a temporada

Outro fator que comprometeu o desempenho da edição foi o baixo engajamento do elenco. Os participantes se mostraram pouco dispostos a competir de forma intensa. Muitos priorizaram a manutenção de uma boa imagem nas redes sociais, mirando contratos publicitários no pós-programa, e evitaram conflitos — um elemento historicamente central no apelo do reality.

O público também se distanciou da edição. Sem grandes embates ou narrativas envolventes, a temporada não repercutiu nas redes sociais nem mobilizou votos em massa, como ocorreu durante as edições pandêmicas, em especial o BBB 20 e o BBB 21.

O futuro do Big Brother Brasil em xeque

Com resultados tão abaixo do esperado, especialistas já especulam sobre o futuro do reality. Embora a TV Globo ainda não tenha confirmado mudanças radicais, o cenário aponta para necessidade urgente de reformulação. Afinal, manter a relevância de um produto com mais de duas décadas no ar exige inovação constante.

A longevidade do BBB dependerá da capacidade da produção de renovar seu elenco, explorar novas dinâmicas e resgatar o interesse popular. Caso contrário, os recordes negativos de 2025 poderão se repetir — ou piorar.

Fonte: veja.abril.com.br

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