Foto: Fernando Frazao/ Agencia Brasil
O policial civil José Lourenço, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), morreu após ser baleado na cabeça durante uma operação na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. A ação aconteceu na manhã desta segunda-feira (19) e tinha como alvo a fabricação e a venda de gelo impróprio para o consumo nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio.
Após ser ferido, o agente foi socorrido e levado em estado grave ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra, mas não resistiu aos ferimentos. A morte do policial gerou comoção entre os colegas e levantou alertas sobre os riscos enfrentados em operações aparentemente simples, mas que envolvem áreas dominadas pelo crime organizado.
Objetivo da operação: proteger a saúde pública
A operação foi coordenada pela Delegacia do Consumidor (Decon), com apoio da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente, Cedae, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais. As equipes investigam empresas que produzem gelo com água contaminada, em locais sem higiene e fora dos padrões ambientais exigidos.
Durante a ação, os agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão em estabelecimentos suspeitos. Além da fabricação irregular, a polícia também apura fraudes no consumo de água e energia elétrica por parte das empresas.
Relatórios da Cedae confirmam contaminação por coliformes fecais
As investigações começaram após uma ação realizada em fevereiro deste ano, quando fiscais apreenderam quatro caminhões transportando gelo contaminado para quiosques e bares da orla carioca. Laudos da Cedae comprovaram a presença de coliformes fecais em amostras coletadas, representando sérios riscos à saúde dos consumidores.
A Polícia Civil destacou que os laudos técnicos embasaram os mandados judiciais cumpridos nesta segunda-feira. A operação visa, além disso, coibir crimes ambientais e proteger os direitos do consumidor.
Crimes ambientais e outras irregularidades estão sob apuração
Segundo os investigadores, além da contaminação do produto, há indícios de crimes contra o meio ambiente, como descarte irregular de resíduos, e ligações clandestinas de água e luz. As empresas envolvidas podem responder também por atentado à saúde pública, colocando em risco milhares de banhistas e frequentadores das praias da Barra e do Recreio.
Fonte: cbn.globo.com