Foto: Polícia Civil do Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (20), um dos líderes do Comando Vermelho no Sertão Paraibano. O criminoso, foragido da Justiça, foi capturado em uma chácara em Queimados, na Baixada Fluminense, onde vivia sob identidade falsa há cerca de dez anos.
A prisão aconteceu durante uma operação conjunta entre a 55ª DP (Queimados), a 63ª DP (Japeri), a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e a Subsecretaria de Inteligência (Ssinte). As investigações mostraram que, mesmo fora da Paraíba, o homem continuava dando ordens ao grupo criminoso e coordenando suas ações à distância.
Criminoso acumulava sete mandados de prisão
De acordo com as autoridades, o homem era procurado por sete crimes graves: homicídio qualificado, tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, tortura, porte ilegal de arma e envolvimento em organização criminosa. No momento da abordagem, ele apresentou documentos falsos e tentou enganar os policiais, o que agravou sua situação judicial.
Durante o período em que viveu clandestinamente no estado do Rio, o investigado abriu contas bancárias com identidade falsa, movimentando recursos obtidos ilegalmente. As informações financeiras, inclusive, serão analisadas para rastrear a atuação da quadrilha.
Polícia encontra celulares usados para comandar facção da Paraíba
Na chácara onde o criminoso se escondia, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão. No local, apreenderam seis celulares que, segundo a polícia, eram usados para manter contato com comparsas e transmitir ordens para o Comando Vermelho no Sertão Paraibano.
Apesar de estar longe da região onde a facção atua com mais intensidade, o suspeito mantinha pleno controle das atividades criminosas por meio de mensagens criptografadas e ligações.
Histórico criminoso e ascensão na facção
As investigações apontam que o homem iniciou sua vida no crime como matador de aluguel. Ao longo do tempo, ganhou respeito dentro da organização criminosa e assumiu funções de liderança no Sertão da Paraíba.
O uso prolongado de identidade falsa e a atuação interestadual chamaram a atenção das polícias, que vinham monitorando seus passos nos últimos meses. A operação teve caráter estratégico e contou com trabalho de inteligência integrado entre os dois estados.
Fonte: cnnbrasil.com.br