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Daniel Falcão dos Santos, conhecido como “Gotinha”, acumulou mais de 110 mil novos seguidores no Instagram apenas uma semana após morrer durante uma ação do Bope no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. O número de seguidores ultrapassou 230 mil, e o perfil continua ativo, com postagens quase diárias.
Apesar do tiro de fuzil que causou sua morte, a conta do criminoso segue sendo atualizada por terceiros. As publicações mostram trechos da rotina de luxo e ostentação de Gotinha, embaladas por funk, louvores, festas e imagens de carros e motos de alto padrão.
Polícia Civil investiga atualizações no perfil de Gotinha
A continuidade das postagens e a popularização do conteúdo despertaram a atenção da Polícia Civil, que iniciou uma investigação sobre os responsáveis pela conta. As imagens podem configurar apologia ao crime e promoção de jogos ilegais, como o popular “jogo do tigrinho”, que aparece com frequência nas publicações.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Gotinha atuava como segurança pessoal de TH da Maré, chefe da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Ele também cumpria a função de repassar ordens do tráfico e fazer cobranças dentro das comunidades do complexo.
Gotinha tinha histórico criminal e ligação direta com o tráfico
Antes de ser morto, Gotinha já era investigado por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e associação criminosa. Ele morreu ao lado de TH da Maré durante uma troca de tiros com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Ambos tinham papel central na estrutura do TCP na Maré.
Repercussão nas redes sociais preocupa autoridades
A crescente popularidade de Gotinha nas redes gerou repercussão entre influenciadores e artistas. O funkeiro Salvador da Rima, que possui mais de 4 milhões de seguidores, publicou uma homenagem em que aparece ao lado de um muro com a frase: “Saudade eterna TH, Carlinho e Gotinha”.
Especialistas em segurança pública e autoridades veem esse tipo de manifestação com preocupação. A romantização da vida criminosa, aliada ao crescimento expressivo nas redes sociais, pode influenciar jovens e reforçar uma cultura de idolatria ao tráfico.
Fonte: diariodocentrodomundo.com.br