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Demanda institucional, avanço de leis para stablecoins e crise fiscal nos EUA impulsionam valorização da principal criptomoeda.

Foto: Kanchanara/Unsplas
O Bitcoin (BTC) superou os US$ 111 mil nesta quarta-feira (21) e alcançou o maior valor da sua história. A valorização de 4,3% nas últimas 24 horas reflete a soma de diversos fatores, como o crescente fluxo para ETFs à vista, o avanço de regulamentações nos Estados Unidos e a instabilidade fiscal no país.

A moeda digital acumula alta expressiva em maio, puxada pela entrada líquida de US$ 3,6 bilhões em ETFs nos EUA. Só na segunda-feira (19), o saldo positivo foi de US$ 667 milhões, segundo dados da SoSoValue. O fundo IBIT, da BlackRock, recebeu US$ 530,6 milhões nesse movimento.

Demanda institucional e otimismo regulatório sustentam rali

O avanço do projeto de lei Genius Act, que regula as stablecoins, contribui para o otimismo dos investidores. A proposta já passou pelo Senado e aguarda votação final nas duas casas do Congresso. Apesar das críticas da senadora Elizabeth Warren, a expectativa do mercado é positiva. O Standard Chartered projeta que o mercado de stablecoins pode saltar de US$ 240 bilhões para US$ 2 trilhões em três anos, caso a lei seja aprovada.

Ao mesmo tempo, cresce a percepção do Bitcoin como uma reserva de valor diante da fragilidade fiscal dos EUA. A alta dos rendimentos dos títulos públicos e o aumento do déficit americano minam a confiança no dólar. Relatório da Coinbase afirma que a erosão do status do dólar como reserva global acelera a busca por ativos alternativos como o BTC.

Bitcoin se descola das bolsas e atrai empresas e especuladores

Nos últimos dias, o Bitcoin se descolou dos ativos tradicionais e ignorou a aversão a risco que impacta as bolsas. O projeto orçamentário do governo Trump, que prevê corte de impostos, não afetou a trajetória de alta da criptomoeda.

O mercado de derivativos também reforça essa tendência. O volume em aberto de contratos futuros atingiu US$ 75 bilhões, o maior da história em termos nominais. Opções com vencimento até junho precificam alta até US$ 120 mil, segundo dados da Deribit e da Kaiko.

Além disso, empresas como a americana MicroStrategy (MSTR) e a japonesa MetaPlanet continuam acumulando BTC em caixa. No Brasil, a Méliuz (CASH3) também aderiu à estratégia. A empresa comprou US$ 28,4 milhões em Bitcoin, o que impulsionou suas ações em até 178% em março. No entanto, os papéis recuaram após a divulgação de resultados negativos no último balanço.

O apelo de ativos alternativos cresce com a incerteza global

A inflação persistente e a desvalorização do dólar reforçam o papel do Bitcoin como proteção. Investidores institucionais enxergam a moeda como um porto seguro, ao lado do ouro. O gestor Theodoro Fleury, da QR Asset, destaca que o descolamento em relação aos ativos de risco indica uma mudança na percepção do mercado.

Entre as altcoins, Solana subiu 5,1%, Ethereum avançou 4,5% e o XRP registrou ganhos de 3,2%. O mercado de criptomoedas como um todo acumula valor de mercado de US$ 3,63 trilhões, segundo o CoinGecko.

Fontes:
infomoney.com.br
poder360.com.br
valor.globo.com

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