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Criminosos do Comando Vermelho atuavam no Complexo PPR e controlavam tráfico, serviços clandestinos e aplicavam punições violentas a moradores.

Foto: Divulgação/ Polícia Civil
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil prenderam, nesta quinta-feira (22), sete integrantes do Comando Vermelho. A operação, chamada Mountain Belconta, visa cumprir oito mandados de prisão preventiva contra membros da facção que atuam no Complexo PPR, em Teresópolis, Região Serrana do RJ.

Além do MPRJ, participaram da operação a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), a 110ª Delegacia de Polícia de Teresópolis e o 30º Batalhão da Polícia Militar. A ação ocorre dias após uma outra operação desarticular uma central clandestina de internet na mesma região.

Líder do tráfico controlava comunidades e ordenava crimes

Entre os presos está o principal líder do tráfico nas comunidades do Complexo PPR. Segundo os investigadores, ele chefiava uma rede criminosa que impunha regras violentas. O criminoso decidia quem poderia morar na área, expulsava moradores, ordenava homicídios, roubos, torturas e outras ações que impunham medo à população local.

Os mandados de prisão se dividem entre associação para o tráfico e, em três casos, também incluem denúncias de tortura. De acordo com o MPRJ, a facção usava a tortura como forma de punição interna, principalmente contra moradores acusados de descumprir regras impostas pelo grupo.

Serviços ilegais e controle territorial

As investigações começaram após a prisão em flagrante de um integrante da facção. Ele transportava mais de R$ 50 mil em espécie entre Teresópolis e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O dinheiro, segundo os promotores, era fruto de atividades ilegais conduzidas na Região Serrana.

Além do tráfico de drogas, o grupo explorava serviços clandestinos como o fornecimento ilegal de internet — conhecido como “gatonet” — e energia elétrica. A polícia apura se moradores pagavam taxas impostas pelos criminosos para acessar esses serviços.

Histórico de violência e tortura

Um dos casos mais violentos investigados aconteceu em 2021. Na ocasião, integrantes da facção torturaram brutalmente um morador acusado de furtar uma carga de drogas. O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelou que a punição foi filmada e serviu como exemplo para coagir a população.

Mais recentemente, a facção também ordenou o espancamento de um homem em situação de rua. O ataque gerou revolta e motivou uma operação integrada nesta semana. Três adultos foram presos e três adolescentes apreendidos pela participação no crime.

Fontes:
enfoco.com.br

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