Operação mira ‘resort’ usado por traficantes no Rio. — Foto: Reprodução/ TV Globo
A Polícia Militar do Rio de Janeiro retomou, nesta terça-feira (3), a demolição de um resort de luxo ligado ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, um dos principais líderes do Terceiro Comando Puro (TCP). A mansão, erguida na Cidade Alta, Zona Norte da capital fluminense, já havia começado a ser derrubada em março deste ano.
O imóvel, segundo as autoridades, funcionava como base operacional do tráfico, onde os criminosos armazenavam armas, drogas e munições. A estrutura contava com piscina, academia, palco para shows, área gourmet e até um monte de oração, características incomuns em áreas dominadas por facções criminosas.
Operação mobiliza forças especiais e paralisa serviços na Zona Norte
A operação desta terça envolveu agentes do BOPE, Batalhão de Choque e do Comando de Operações Especiais (COE). O objetivo principal é desarticular núcleos do Terceiro Comando Puro e prender criminosos ligados à organização.
No entanto, a ação provocou intensos tiroteios durante a madrugada, resultando no fechamento temporário da Avenida Brasil, uma das principais vias expressas da cidade. A interdição durou cerca de uma hora, afetando diretamente o deslocamento de trabalhadores e moradores da região.
População sofre com impactos na mobilidade, saúde e educação
A operação impactou diretamente os serviços públicos. Segundo a prefeitura do Rio, 17 escolas municipais precisaram suspender as aulas por questões de segurança. Além disso, duas unidades de saúde foram fechadas e três linhas do BRT Transbrasil interromperam o serviço.
Na malha ferroviária, o ramal Saracuruna da Supervia operou de forma parcial. Cinco estações ficaram inativas por três horas após disparos nas proximidades da estação Vigário Geral. O sistema de transporte público registrou atrasos e acúmulo de passageiros.
Peixão é investigado por terrorismo e permanece foragido
Apontado como um dos criminosos mais procurados do estado, Peixão acumula acusações de tráfico, organização criminosa e até terrorismo urbano. Em outubro de 2024, ele teria ordenado ataques coordenados a vias expressas da cidade, durante uma outra operação que terminou com três mortes.
Apesar da intensa presença policial, Peixão segue foragido. A polícia acredita que o criminoso continue atuando na região e utilizando imóveis de luxo como centros logísticos para o tráfico.
Fonte: cbn.globo.com