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Caso de maus-tratos contra menino de 3 anos em Duque de Caxias gera indignação nas redes sociais; prefeitura age e investigação formal é iniciada.

Caso foi filmado e ganhou repercussão nas redes sociais  • Reprodução

A família de um menino de 3 anos denunciou um grave caso de agressão ocorrido na Creche e Pré-Escola Municipal Teresa de Lisieux, localizada no bairro Vila Itamarati, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Uma funcionária da unidade, identificada como Auxiliar de Desenvolvimento da Educação Básica (ADEB), foi flagrada amordaçando o menino com fita adesiva após imobilizá-lo com as mãos amarradas.

As imagens da agressão circularam rapidamente pelas redes sociais, causando enorme revolta entre os usuários e chamando atenção para o caso. Na gravação, é possível ver a funcionária colocando a fita na boca da criança, já contida, em plena sala de aula.

Prefeitura toma medidas imediatas após denúncia vir à tona

Assim que foi notificada, a Prefeitura de Duque de Caxias informou, em nota oficial, que demitiu todas as funcionárias envolvidas no episódio. Além disso, a diretora da creche foi exonerada do cargo. Como parte do procedimento legal, a Secretaria Municipal de Educação abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos e determinar responsabilidades.

Apesar da ação rápida, moradores e familiares cobram medidas mais eficazes e preventivas. Segundo a gestão municipal, novas diretrizes serão implementadas para reforçar a fiscalização e o controle das atividades nas unidades de ensino infantil do município.

Família move ação contra o município e relata falhas graves

O advogado Gabriel Pena, que representa a família da vítima, confirmou à CNN que entrará com uma ação cível contra o município ainda esta semana. O processo busca responsabilizar civilmente o poder público por omissão institucional e atos praticados por agentes vinculados ao serviço público.

Além disso, a ação exige indenização por danos morais à criança e aos familiares. O advogado ressaltou que a violência foi permitida por falhas estruturais na gestão escolar e afirmou que outros pais relataram situações semelhantes na mesma unidade. Segundo ele, pode existir uma conduta abusiva tolerada e recorrente na creche.

Possíveis abusos sistemáticos preocupam famílias da região

Outras denúncias surgiram após a repercussão do caso nas redes sociais. Pais de alunos relataram possíveis maus-tratos anteriores, o que levanta a hipótese de uma prática sistemática e negligenciada por parte da administração escolar.

Diante disso, a comunidade local exige uma investigação profunda e ampla por parte do Ministério Público e dos órgãos competentes. A Prefeitura, por sua vez, prometeu transparência no andamento das apurações e garantiu que os responsáveis serão punidos com o rigor da lei.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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