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Quatro aves da espécie Ara ararauna iniciam processo de reintrodução no Parque Nacional da Tijuca após 200 anos ausentes da fauna carioca.

Foto: Flávia Zagury/Refauna
Pela primeira vez desde 1818, quatro araras-canindé voltaram a sobrevoar o Rio de Janeiro. As aves chegaram ao Parque Nacional da Tijuca em junho de 2025 e deram início a uma nova fase na conservação da fauna nativa da Mata Atlântica.

O projeto Refauna, em parceria com o ICMBio e instituições ambientais, coordena a iniciativa. O objetivo é claro: reintroduzir e estabelecer uma população autossustentável de araras na floresta carioca.

De são Paulo ao Rio: o caminho da reabilitação

As três fêmeas e o macho resgatados vieram do Parque Três Pescadores, em Aparecida (SP), onde foram reabilitados após situações de tráfico ilegal. Após exames de saúde, as araras foram levadas para um viveiro de aclimatação construído na Floresta da Tijuca.

A soltura definitiva deverá ocorrer em até seis meses, mediante monitoramento do comportamento e adaptação das aves ao novo ambiente.

Monitoramento e apoio da comunidade

As aves recebem anilhas coloridas e radiotransmissores que permitem o acompanhamento de seus deslocamentos. Além disso, escolas e moradores da região participam ativamente do monitoramento, enviando fotos e relatórios sobre a presença das araras.

O projeto também instalou ninhos artificiais no viveiro, com a intenção de estimular o comportamento reprodutivo das aves.

Função ecológica e valor simbólico

As araras-canindé cumprem papel crucial na dispersão de sementes, colaborando diretamente para a regeneração da vegetação nativa. A ausência dessas aves afetou não apenas o ecossistema, mas também a memória afetiva dos cariocas, que agora testemunham o retorno de um símbolo da biodiversidade tropical.

Expectativas para o futuro

O diretor do Refauna, Marcelo Rheingantz, celebra a reintrodução como um marco. Segundo ele, mais sete araras estão em avaliação para futuras solturas. O ICMBio também acompanha o processo de perto e destaca o potencial de reprodução das aves nos próximos anos.

As araras recebidas receberam nomes simbólicos: Selton (o macho), Fernanda, Fátima e Sueli (as fêmeas), homenageando personagens da cultura brasileira.

Fontes:
oantagonista.com.br
diariodorio.com

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