Brasileira Juliana Marins aguardava resgate há horas após cair enquanto fazia trilha no Monte Rinjani, na Indonésia — Foto: Reprodução
O Monte Rinjani, na Indonésia, muito procurado por trilheiros, acumula ao menos cinco fatalidades entre 2021 e maio de 2025. Agora, a brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada sem vida nesta terça-feira (24), após quatro dias presa em um local íngreme do vulcão.
Terreno traiçoeiro e clima instável agravam riscos

Monte Rinjani — Foto: Getty Images
Montanhistas enfrentam encostas íngremes, solo arenoso e neblina densa, além de ventos fortes que reduzem a visibilidade e provocam deslizamentos. Guias e autoridades alertam que o local exige experiência e preparo.
Dinâmica do acidente de Juliana
A publicitária, natural de Niterói, caiu na madrugada de sábado (21), escorregando cerca de 300 metros montanha abaixo. Drones identificaram a jovem, mas o resgate esbarrou no clima ruim: neblina, terreno arenoso e deslocamento de 500 metros abaixo do penhasco. Socorristas recuaram a 250 metros de distância, aguardando condições melhores pela manhã.
Busca e descoberta
Cerca de 50 resgatistas, munidos de drones térmicos, cordas e helicópteros, tentaram acesso manual, mas enfrentaram solo instável. O corpo foi encontrado nesta terça-feira, após a criação de um acampamento avançado e escalada vertical pelas equipes.
Histórico de acidentes no Rinjani
Além de Juliana, a escalada já custou vidas anteriormente: um malaio em maio de 2025, um português em agosto de 2022, uma suíça em junho de 2024, um indonésio em setembro de 2024 e um irlandês em outubro de 2024. Dados oficiais apontam dezenas de acidentes e diversas mortes na última década.
Implicações para turismo e segurança
Apesar dos riscos evidentes, o parque permanece aberto, embora autoridades recomendem cautela extrema e restrições em trechos perigosos. Especialistas sugerem reforçar sinalização, capacitação de guias e melhorias na logística de resgate.
Perfil de Juliana Marins

Foto: Arquivo pessoal
Juliana era publicitária e dançarina de pole dance, formada pela UFRJ. Desde fevereiro, ela fazia mochilão pela Ásia, passando por Filipinas, Vietnã, Tailândia e Indonésia.
Fontes:
cbn.globo.com
g1.globo.com