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Sede da OAB‑RJ suspende atividades até o meio‑dia após alerta de ataque; Esquadrão Antibomba faz varredura no prédio.

Foto: Divulgação

A sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), localizada na Avenida Marechal Câmara, no Centro da capital, amanheceu fechada nesta quinta-feira (3). A medida foi tomada após a entidade receber um alerta de ameaça de atentado, que estaria sendo articulado por supostos grupos extremistas. O fechamento, determinado pela presidente da seccional, Ana Tereza Basilio, visa garantir a segurança de advogados, funcionários e frequentadores do local.

De acordo com a nota oficial da OAB-RJ, a ameaça foi recebida na noite de quarta-feira (2), e imediatamente repassada às autoridades de segurança pública. Como medida preventiva, todas as atividades previstas para a manhã do dia seguinte foram canceladas. A sede foi interditada até o meio-dia, enquanto as forças de segurança realizavam uma varredura detalhada no prédio.

Operação emergencial com reforço policial

Logo nas primeiras horas da manhã, o Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil foi acionado. A operação contou ainda com o apoio da Polícia Federal, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). A equipe especializada realizou uma varredura completa nas dependências do prédio com o objetivo de identificar qualquer objeto suspeito.

Até o momento, nenhuma ameaça materializada foi confirmada. Apesar disso, o protocolo de segurança permanece em vigor e novas atualizações sobre o funcionamento da sede devem ser divulgadas nos canais oficiais da instituição.

Histórico de ameaças e atentados à entidade

Esta não é a primeira vez que a OAB é alvo de ameaças no Rio de Janeiro. Um dos episódios mais trágicos ocorreu em 27 de agosto de 1980, quando uma carta-bomba foi enviada ao Conselho Federal da OAB. O artefato explodiu no sexto andar do prédio, matando a secretária Lyda Monteiro da Silva, de 59 anos, que trabalhava há quatro décadas na entidade. A suspeita recaiu, na época, sobre grupos extremistas contrários à abertura política do país.

Recentemente, em 2013, outro artefato foi localizado e desativado na sede da Ordem no Centro do Rio. Em ambos os casos, os fatos reforçaram a importância da vigilância permanente e da cooperação entre instituições para prevenir atos de violência política e ideológica.

Declaração da presidência da OAB-RJ

Em pronunciamento oficial, a presidente Ana Tereza Basilio declarou:

“Estamos em contato direto com as autoridades de segurança pública, atentos aos fatos e às apurações, acompanhando tudo com muita cautela. A segurança de advogados, advogadas, funcionários e de todos os que circulam diariamente pela sede da OABRJ é nossa prioridade.”

Ela também informou que novas medidas podem ser adotadas caso os desdobramentos das investigações assim exijam.

Fontes:
g1.globo.com
terra.com.br
1.folha.uol.com.br

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