Desde 2010, o governo federal decretou 59 GLOs, mobilizando 56 mil militares no RJ e gastando quase R$ 1 bilhão até 2021. Contudo, critérios para uso permanecem arbitrários. Além disso, tais operações revelam escolha política da Presidência, acionando Forças Armadas em eventos, eleições e conflitos.
O que é a GLO?
A Garantia da Lei e da Ordem (GLO) autoriza uso dos militares para enfrentar “grave perturbação” quando a segurança tradicional falha. Embora ocorra em áreas específicas, o dispositivo permite poderes de polícia às Forças Armadas.
A GLO nos megaeventos
Entre 2010 e 2021, as GLOs custaram R$ 2,6 bilhões. Incluíram Copa, Olimpíadas, Rio+20 e Mercosul. Na Cúpula do Brics, a GLO já mobilizou R$ 10,5 milhões e 6.345 militares. Porém, valores e efetivo para a edição atual não foram informados.
Consequências nas favelas
Essas operações incentivam policiamento ostensivo, derrubando portas e revistas arbitrárias. Racismo e encarceramento em massa avançam, sem reduzir a violência. O caso de Vitor Santiago, baleado por soldados em 2015, evidencia tragédia. Ele perdeu a perna e ficou paraplégico após intervenção militar.
Fronteira em expansão
O secretário de Segurança do RJ sinalizou nova GLO para retomada de territórios, em sintonia com mudança no Supremo (ADPF 635). Assim, o Estado se agenda para aplicar ocupações com respaldo legal. Contudo, especialistas criticam viés punitivista, com riscos ao direito à moradia e à vida.
Transporte e logística da Brics
Durante o evento, o Rio fechará vias no Centro e Aterro do Flamengo. Metrô, VLT e trens terão esquema especial entre 4 e 7 de julho. As autoridades visam priorizar deslocamento das delegações, mesmo que prejudiquem o transporte da população.
Fontes:
brasildefato.com.br
g1.globo.com