Guarda Municipal armada: agentes vão atuar em dupla a pé ou em motos — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
A Prefeitura do Rio iniciou as obras da primeira base da Força Municipal, unidade armada da Guarda Municipal, no Leblon. O espaço ficará próximo ao Hospital Municipal Miguel Couto, em um ponto estratégico da Zona Sul. A reforma custará R$ 2,6 milhões e durará cerca de quatro meses.
O projeto prevê a reconstrução completa do imóvel atual, localizado na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, esquina com a Rua Mário Ribeiro. O local já abrigava uma base da GM desde 2010. A nova unidade será modernizada com novas instalações hidráulicas, elétricas, estrutura metálica e até um novo projeto paisagístico.
Espaço será estratégico para ações na Zona Sul e Centro
A base no Leblon foi escolhida como ponto inicial porque os primeiros 600 agentes armados, que devem atuar até março de 2026, patrulharão a Zona Sul e o Centro da cidade. A estrutura terá salas com acesso restrito para guardar armas letais e não letais, como sprays de pimenta e granadas de gás lacrimogêneo.
O espaço contará também com um segundo almoxarifado exclusivo para armas de fogo e uma “caixa de desmuniciamento”, feita de concreto e areia, destinada à retirada de munições. Todo o ambiente será preparado para garantir segurança e controle no uso do armamento.
Recrutamento e treinamento já começaram
A Prefeitura pretende chegar a um efetivo de 4,2 mil agentes até 2028. Destes, 1,2 mil serão recrutados da própria Guarda Municipal, enquanto os demais serão contratados temporariamente por até seis anos.
Neste ano, a previsão é formar 660 agentes em dois cursos com três meses de duração cada. A primeira turma, com 330 alunos, inicia em 1º de setembro. A segunda começa em 3 de novembro. Os candidatos passam por testes físicos e avaliações psicológicas, com foco no controle emocional, agressividade e concentração.
Agentes receberão salário atrativo e terão funções definidas
Para integrar a força armada da GM, os agentes aprovados receberão salário de R$ 13.033, já com gratificações por porte de arma e risco. A legislação atual autoriza a atuação desses guardas em policiamento ostensivo e preventivo, com foco no combate a pequenos delitos, como furtos e roubos de celulares.
No entanto, esses agentes não poderão participar de operações policiais em comunidades ou áreas conflagradas. A expectativa da prefeitura é expandir o projeto para outras regiões da cidade, como Zona Norte e Zona Oeste, com novas bases sendo construídas ou reformadas.
Fonte: oglobo.globo.com