O velório de Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do samba brasileiro, reúne fãs, familiares e amigos na quadra do Império Serrano, em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, desde as 18h deste sábado (9). A despedida, aberta ao público, se estenderá até as 10h de domingo (10), em uma cerimônia marcada por emoção, música e homenagens ao artista, que morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos. Conhecido como mestre do samba, Arlindo deixou mais de 500 composições e uma trajetória marcada por prêmios, parcerias e contribuições históricas para o samba de raiz.
O evento também terá um grande gurufim, tradição de origem africana que celebra a vida com música, dança e confraternização, aliviando o luto e destacando a alegria que o sambista sempre transmitiu.
Mesmo antes da abertura dos portões, admiradores já formavam fila para se despedir. Fãs emocionados exaltaram o legado de Arlindo Cruz, ressaltando sua importância para a cultura popular brasileira. Entre as homenagens, coroas de flores enviadas por personalidades como o presidente Lula e a primeira-dama Janja, o prefeito Eduardo Paes, o vice Eduardo Cavaliere, além de representantes de escolas de samba e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.
Nascido em 14 de setembro de 1958, no Rio de Janeiro, Arlindo começou no samba aos 7 anos, quando ganhou seu primeiro cavaquinho. Brilhou como integrante do Fundo de Quintal nos anos 1980 e construiu carreira solo de sucesso, lançando álbuns marcantes como “Sambista Perfeito” e “MTV ao Vivo: Arlindo Cruz”.
Com mais de 500 composições, é autor de sambas-enredo que renderam 19 Estandartes de Ouro para escolas como Império Serrano, Vila Isabel e Grande Rio. Entre suas canções mais populares, está “Meu Lugar”, lançada em 2007, hino de Madureira que integrou a trilha sonora da novela “Avenida Brasil”.
A última vez que Arlindo se apresentou foi antes de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico em 2017, que o afastou dos palcos e iniciou um longo processo de recuperação. Desde então, manteve-se como símbolo de resistência e inspiração para novas gerações de sambistas.
O sepultamento do artista será na manhã deste domingo (10), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio.
Fontes:
diariogaucho.clicrbs.com.br
odia.ig.com.br