Suspeitas de aplicar o golpe ‘boa noite, Cinderela’ — Foto: Reprodução
Dois turistas britânicos foram vítimas do golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” ao visitarem o Rio de Janeiro na madrugada de quinta-feira (7). Após conhecerem três mulheres em um bar na Lapa, foram levados para Ipanema e dopados com um coquetel contaminado — eles só acordaram horas depois, desorientados, com celulares roubados e identidade financeira violada. A cena foi registrada em vídeo por um entregador, e a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat) já identificou as suspeitas.
A Delegacia de Atendimento ao Turismo (Deat) investiga a ação de três mulheres identificadas como Raiane Campos de Oliveira, de 27 anos, Amanda Couto Deloca, de 23 e Mayara Ketelyn Américo da Silva, de 26. Segundo a polícia, elas abordaram os turistas britânicos em um bar na Lapa, ofereceram caipirinhas adulteradas com sedativos como clonazepam e, em seguida, levaram as vítimas para Ipanema.
Câmeras e vídeos de testemunhas mostram o momento em que um dos britânicos cambaleia pelo calçadão e cai desacordado na areia, enquanto as suspeitas fogem de táxi. O jovem ficou ao menos dez minutos inconsciente até ser socorrido por um entregador que passava pelo local e chamou o resgate.
As vítimas, ambas universitárias, foram levadas para a UPA de Copacabana e recuperaram a consciência horas depois. Elas relataram que, além de celulares, as criminosas conseguiram realizar movimentações financeiras, incluindo compras e transferências bancárias que somam cerca de
R$ 15 mil.
De acordo com a polícia, uma das mulheres — Raiane — já havia sido condenada por roubar um turista inglês em 2023 usando o mesmo método, mas foi absolvida recentemente por falta de provas. Todas as suspeitas moram no Complexo do Chapadão e atuam em pontos turísticos e boêmios do Rio, como Lapa, Pedra do Sal, Copacabana, Ipanema e Leblon.
A Deat alerta turistas e moradores para cuidados básicos em áreas de grande movimentação noturna, como não aceitar bebidas de desconhecidos, evitar ir para locais isolados e não levar pessoas recém-conhecidas para hospedagens.
Fontes
g1.globo.com
1.folha.uol.com.br