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Projeto de educação patrimonial realiza edição especial no domingo (31), destacando histórias indígenas da antiga Paranapuã.

No próximo domingo (31), o projeto Rolé Carioca promove uma edição especial na Ilha do Governador, com foco na memória indígena da região. O passeio gratuito, com ponto de encontro na Estação Cocotá às 10h, convida os participantes a redescobrir a história da antiga Paranapuã, território ancestral dos Temiminós, por meio de uma perspectiva decolonial.

Muito antes de ser conhecida como Ilha do Governador, a região era chamada de Paranapuã, termo tupi que significa “ilha do mar”, e era habitada pelo povo Temiminó. Para resgatar essas narrativas históricas, o Rolé Carioca realiza um passeio gratuito que percorre pontos significativos da região, destacando a influência indígena na formação do território.

O percurso inclui visitas à Paróquia Nossa Senhora da Ajuda, a mais antiga da ilha; à Pedra da Onça, que carrega uma lenda indígena; e ao Monumento em homenagem a Lima Barreto, escritor que viveu parte de sua infância na região. O objetivo é lançar um novo olhar sobre o território, questionando apagamentos históricos e celebrando a forte influência dos povos originários em sua formação.

Isabel Seixas, idealizadora do projeto, destaca a importância de convidar os moradores da Ilha e de outros bairros a conhecerem a cidade sob outra perspectiva, passando por lugares do cotidiano que carregam a história da cidade. “É muito legal quando eles veem as conexões e aprendem um pouco mais sobre ruas, praças e monumentos. Ser essa ponte reforça a nossa missão de democratizar o acesso à cultura”, comenta Isabel.

A edição na Ilha do Governador integra a temporada 2025 do Rolé Carioca, que já passou por locais como a Fiocruz, Paquetá e o Instituto Nise da Silveira. Criado em 2013, o projeto se consolidou como uma ferramenta prática de educação patrimonial, tendo alcançado mais de 20 mil pessoas e se tornado uma referência na área.

Curiosidades que o roteiro vai revelar:

O brasão oficial da Ilha do Governador exibe um arco e flecha, em uma homenagem direta à sua herança indígena.

Durante as obras de expansão do Galeão, foi encontrado um sambaqui de 4 mil anos com vestígios dos primeiros habitantes da Baía de Guanabara.

O bairro do Galeão herdou o nome do maior navio de guerra do mundo em seu tempo, o “Padre Eterno”, construído no século XVII.

Serviço:

Data: 31 de agosto (domingo)

Horário: 10h

Local de Encontro: Estação Cocotá (em frente ao Parque Manuel Bandeira)

Informações: @rolecarioca no Instagram

Evento gratuito

O projeto é realizado via Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio de empresas como Estácio, White Martins e TechnipFMC, e apoio da Prefeitura do Rio.

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