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CGU e PF realizam operação contra organização social investigada por desviar R$ 1,6 bilhão de verbas da saúde em municípios fluminenses.

Uma operação conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF) investiga um esquema de desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) em diversos municípios do Rio de Janeiro. A Operação Antracito, realizada nesta quarta-feira (10), apura contratos fraudulentos com uma organização social que, por meio de empresas recém-criadas, desviou aproximadamente R$ 1,6 bilhão de verba pública, com R$ 91 milhões de recursos federais.

A Operação Antracito, deflagrada na manhã de quarta-feira (10), tem como objetivo desarticular um esquema de corrupção envolvendo uma organização social no Rio de Janeiro. A investigação, realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com a Polícia Federal (PF), apura fraudes nos contratos firmados entre a organização e várias prefeituras do estado, incluindo as de Niterói, São Gonçalo, Saquarema, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu e Santa Maria Madalena.

Segundo as investigações, os recursos desviados, que totalizam cerca de R$ 1,6 bilhão, foram destinados à área de saúde, mas foram utilizados para despesas não relacionadas, como consultorias e serviços jurídicos, ligados a empresas também envolvidas no esquema. O valor de R$ 91 milhões corresponde a recursos federais que foram mal aplicados, como confirmado pela CGU.

A operação resultou na emissão de 16 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema. Policiais federais e auditores da CGU atuaram nos municípios citados, incluindo a capital, Rio de Janeiro, para apreender documentos e materiais que provem a fraude. A operação é a sequência de uma investigação iniciada em 2022 e já identificou uma série de irregularidades, incluindo a contratação de empresas recém-constituídas, a falta de comprovação dos serviços prestados e a ausência de processos seletivos transparentes.

Em entrevista, o delegado federal Adriano Espindula Soares, responsável pela investigação, explicou que o esquema foi facilitado pela falta de fiscalização adequada, o que permitiu que recursos públicos destinados à saúde fossem desviados em benefício de empresas com vínculos ilícitos. As autoridades aguardam agora os desdobramentos das apreensões para identificar a extensão completa do esquema.

O papel da comunidade e ações futuras:

A Polícia Civil, junto com a CGU, segue no trabalho de investigação para desmantelar a rede criminosa, e a participação da sociedade tem sido fundamental. Denúncias de irregularidades no setor de saúde devem ser direcionadas à Polícia Federal ou à própria Controladoria-Geral da União, que mantêm canais abertos para o recebimento de informações.

Além dos envolvidos diretamente no desvio de recursos, a investigação está focada em responsabilizar todas as partes envolvidas nos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As operações de fiscalização do setor de saúde no Rio de Janeiro serão reforçadas para evitar que casos como este se repitam.

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