O projeto Bienal nas Escolas aproximou estudantes da literatura periférica nesta terça-feira (16) na Escola Municipal GET Delfim Moreira, no Jacaré, Zona Norte do Rio de Janeiro. Cerca de 210 alunos das comunidades do Jacarezinho e do Bairro Carioca participaram de um encontro com o escritor Otávio Júnior, conhecido por obras que abordam realidades urbanas e sociais. A iniciativa é uma extensão da Bienal do Livro Rio, maior evento literário do país, e leva autores e livros para escolas públicas da capital e da Baixada Fluminense.
O programa, que começou em maio deste ano, tem como objetivo incentivar a leitura e a escrita, promover a diversidade cultural e aproximar estudantes de diferentes realidades sociais à literatura brasileira contemporânea. Durante as atividades, os alunos participam de rodas de conversa, oficinas interativas e recebem doações de livros para os acervos escolares, fortalecendo o hábito da leitura e o acesso à cultura literária.
No encontro desta terça-feira, Otávio Júnior compartilhou suas experiências como autor de obras voltadas à literatura periférica, destacando histórias que refletem o cotidiano das comunidades e incentivando jovens leitores a desenvolverem sua própria voz. “É importante mostrar que a literatura pode representar a realidade de todos os jovens, inclusive daqueles que vivem na periferia”, afirmou o escritor durante a atividade.
O próximo evento do Bienal nas Escolas acontecerá em 1º de outubro, no GET Dulce Araújo, em Campo Grande. A escritora Sonia Rosa, especialista em livros infantis e juvenis, conduzirá oficinas abordando temas como diversidade, inclusão, ancestralidade e empoderamento juvenil.
O projeto conta com o patrocínio da Light e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, com apoio das secretarias municipal e estadual de Educação. A Bienal do Livro Rio é organizada pela GL Exhibitions e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), consolidando-se como referência na promoção da leitura e no incentivo à formação de novos leitores em escolas públicas.
Além de ampliar o acesso à literatura, o projeto busca estimular a cidadania e a expressão cultural entre estudantes, criando pontes entre autores e jovens leitores e fortalecendo o protagonismo estudantil na construção de sua própria história literária. Até novembro, a expectativa é atender dez escolas em diferentes regiões da capital e da Baixada Fluminense.