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Ministério Público denunciou 20 integrantes da facção, acusados de comandar quadrilha especializada em roubo, clonagem e revenda de carros em diferentes regiões da capital fluminense.

Foto: Reprodução/TV Globo-Brunno Dantas/TJRJ

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de 20 integrantes do Comando Vermelho (CV), entre eles nomes históricos da facção, como Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), que apontou o envolvimento da organização em um esquema estruturado de roubo e clonagem de veículos.

Entre os denunciados também estão Ricardo Chave de Castro Lima (Fu da Mineira), Ocimar Nunes Robert (Barbosinha) e Wilton Carlos Rabelo Quintanilha (Abelha). Desses, apenas Abelha permanece foragido; os demais já cumprem pena no sistema prisional.

Estrutura criminosa investigada

A denúncia foi protocolada pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Méier e Tijuca. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).

As investigações revelaram que a quadrilha atuava em áreas sob responsabilidade da 18ª DP (Praça da Bandeira) e da 20ª DP (Vila Isabel). Os criminosos roubavam veículos, que eram clonados para revenda ilegal ou desmontados para venda de peças em ferros-velhos.

Funções dentro do esquema

O MPRJ detalhou a divisão de tarefas dentro da facção:

  • Batedores observavam as ruas e alertavam sobre a presença da polícia.
  • Executores realizavam os roubos diretamente.
  • Transportadores levavam os veículos para comunidades dominadas pelo CV, com aval das lideranças locais.

De acordo com os promotores, o esquema funcionava de forma reiterada, estruturada e sob comando direto dos chefes históricos do Comando Vermelho, que mantinham divisão clara de funções entre os integrantes.

Um mercado paralelo lucrativo

Após a clonagem, os carros eram vendidos como se fossem veículos regulares, dificultando a identificação pelas autoridades. Já os automóveis desmontados abasteciam o comércio ilegal de peças. Segundo o MPRJ, o esquema movimentava valores significativos e ajudava a financiar outras atividades da facção, como o tráfico de drogas e armas.

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