Uma criança de oito anos foi gravemente ferida nesta quarta-feira (dia 17/09/2025) no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio de Janeiro, após uma granada explodir quando ele manuseava o artefato acreditando se tratar de uma peça de bicicleta. A explosão arrancou sua mão direita, arrancou o dedão de um dos pés e o dedo mindinho do outro, além de provocar queimaduras pelo corpo. O menino, identificado como Cleiton, permanece internado em estado estável, enquanto a Polícia Civil investiga a origem da granada.
O que aconteceu
O incidente ocorreu no dia 19/09/2025, em uma comunidade do Complexo da Pedreira, quando Cleiton acompanhava uma vizinha pelas redondezas. Ele viu um objeto de cor azul no chão, acreditou que fosse uma peça de bicicleta e resolveu pegá-lo. Ao tentar manusear o artefato, ele explodiu instantaneamente.
Cleiton foi socorrido inicialmente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima, que prestou os primeiros cuidados médicos. De lá, ele foi transferido ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde permanece internado na ala de terapia intensiva. Seu estado de saúde é considerado estável.
As lesões são graves: perda completa da mão direita, remoção do dedão de um dos pés e do dedo mindinho do outro, além de queimaduras pelo corpo. Já foi submetido a cirurgia urgente. Os médicos acompanham sua evolução, monitorando possíveis complicações de infecção e demais riscos decorrentes da explosão.
A Polícia Civil já abriu inquérito para apurar a origem da granada. Ainda não está claro como o artefato foi parar na ruas da comunidade, quem o deixou lá ou quem fabricou/importou aquele tipo de explosivo.
Segundo informações preliminares, não havia operação policial em curso no momento da explosão. A região, contudo, é marcada por disputa de território entre facções criminosas. Isso acende hipóteses de que a granada poderia ter sobrado de confrontos entre grupos armados, ter sido descarregada ou perdida em operações criminais anteriores.
O susto causou forte impacto entre moradores da comunidade. Muitas famílias relataram medo quanto à segurança de crianças brincando em vias públicas. Há sensação de negligência, uma vez que crianças podem confundir artefatos explosivos abandonados com objetos comuns, aumentando o risco de acidentes trágicos.
Organizações de vizinhança já pedem que autoridades verifiquem terrenos baldios, lixo e depósitos clandestinos onde artefatos semelhantes possam estar escondidos ou armazenados. Moradores querem que ações preventivas sejam intensificadas, com varreduras policiais e apoio de órgãos de segurança e assistência social.