Foto: Polícia Militar/Divulgação
A Polícia Militar deflagrou, nesta terça-feira (23), uma operação na comunidade da Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio de Janeiro, um dia após o assassinato do subtenente Sidney dos Santos Debossam, de 53 anos. O agente, lotado no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), foi morto no estacionamento de um supermercado localizado na Avenida Ayrton Senna.
Segundo a corporação, equipes do 2º Comando de Policiamento de Área (CPA) atuam no local com reforço do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Até o momento, não houve registro de prisões ou apreensões.
O crime
Debossam estava de folga e havia acabado de realizar compras no supermercado quando foi surpreendido por homens encapuzados armados com fuzis. Os criminosos o cercaram e atiraram diversas vezes. O subtenente morreu no local.
O Corpo de Bombeiros removeu o corpo, posteriormente encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu as investigações e já realizou perícia no local. Policiais buscam identificar e prender os autores da execução.
Impactos e estatísticas
A morte de Debossam aumentou o número de policiais militares assassinados no estado em 2025. De acordo com dados oficiais, 41 PMs perderam a vida este ano em situações de violência. Destes, 27 estavam de folga, sete em serviço e outros sete eram inativos.
As estatísticas reforçam a gravidade da violência contra agentes de segurança pública no Rio de Janeiro e a vulnerabilidade dos militares mesmo fora do horário de trabalho.
Repercussão
O caso gerou grande comoção entre colegas de farda e familiares. Entidades ligadas à segurança pública cobram respostas rápidas do governo estadual e medidas mais efetivas para proteger policiais e suas famílias.