Foto: Divulgação
Edmilson Marques de Oliveira, apelidado de Cria ou Di Ferro, assumiu o comando do TCP na Maré em maio, após a morte de Thiago da Silva Folly, o TH, em operação do Bope.
A Polícia Civil informou que Cria possuía três mandados de prisão em aberto e era temido por moradores, que relataram execuções motivadas por discussões banais, incluindo partidas de cartas.
Segundo moradores, a liderança de Cria na Maré se caracterizou por episódios de violência e intimidação, consolidando o clima de medo e reforçando a rejeição de parte da comunidade ao seu comando.
Confrontos e morte
Nesta sexta-feira (26), a Polícia Civil identificou movimentações de criminosos planejando ataques contra uma comunidade rival.
Equipes foram enviadas para a Vila do João e Vila dos Pinheiros, provocando um confronto no qual Cria acabou morto.
Durante a ação, os traficantes reagiram, mas o policial civil explicou que a operação tinha como objetivo impedir conflitos inter-facções e proteger moradores das áreas vizinhas.
Histórico e alianças
Cria vinha sendo monitorado há meses e, recentemente, apareceu em vídeo celebrando aliança do TCP com a facção Guardiões do Estado (GDE), do Ceará.
No registro, ele usava camisa branca, estava encapuzado, portava um fuzil e cercado por 20 homens armados.
Ele afirmava que quem se opusesse ao grupo seria eliminado.
Além disso, o nome de Cria constava em relatórios de investigações policiais.
Em julho de 2024, a Delegacia de Homicídios solicitou prisão dele e de outros quatro traficantes pela morte de dois policiais do Bope no Morro do Timbau.
Método de comando e violência
Moradores relatam que Cria determinava execuções mesmo por pequenos desentendimentos.
Um exemplo envolveu a morte de um homem que o havia derrotado em um jogo de cartas; ele foi inicialmente colocado em prisão domiciliar e executado dias depois.
O bandido também reforçou a presença do TCP em vídeos, consolidando o controle territorial e a ameaça a facções rivais, como o Comando Vermelho.