Foto: Reprodução/TV Globo
O Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, interrompeu pousos e decolagens por quase 12 horas após vazamento de óleo hidráulico na pista.
A Infraero confirmou que o líquido vazou do motor de um caminhão que realizava manutenção preventiva. Cerca de 50 litros se espalharam próximo a uma das cabeceiras.
O fechamento resultou no cancelamento de 164 voos — 84 partidas e 80 chegadas — além do desvio de outros 14 para o Galeão.
Limpeza minuciosa da pista
Equipes aplicaram desengraxante biodegradável com água de caminhões de combate a incêndio, usando jatos de alta pressão para remover totalmente o óleo.
O pavimento do Santos Dumont é feito em CPA (Camada Porosa de Atrito), exigindo limpeza detalhada para não comprometer o atrito e garantir segurança das aeronaves.
Após a lavagem, técnicos mediram o atrito da pista antes de liberar operações. O aeroporto reabriu às 17h25, seguindo protocolos rigorosos de segurança.
Impacto sobre passageiros e voos
Milhares de passageiros enfrentaram atrasos, filas e realocações em hotéis ou em outros aeroportos devido aos cancelamentos e desvios.
A Anac lembra que empresas devem oferecer assistência material gratuita, incluindo alimentação, hospedagem, transporte e comunicação. Passageiros também podem solicitar reembolso ou reacomodação em outro voo.
Por que não foi usada serragem?
Especialistas sugeriram serragem, mas a Infraero informou que o material comprometeria a porosidade do pavimento, reduziria o escoamento da água e aumentaria o risco de acidentes.
O plano de emergência da estatal contemplou recursos e equipes adequadas para remoção de contaminantes, garantindo que a pista ficasse segura antes da reabertura.