Bruno Henrique em partida pelo Flamengo (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)
Atacante do Flamengo precisará participar de audiência virtual nesta sexta-feira, 10, e pode receber suspensão
A Conmebol convocou nesta terça-feira o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, para audiência virtual na próxima sexta-feira, dia 10. O jogador é investigado por atos obscenos durante a comemoração da classificação do Fla nos pênaltis contra o Estudiantes, em La Plata, pelas quartas de final da Libertadores.
O incidente ocorreu no gramado após a vitória nos pênaltis, quando torcedores do Estudiantes lançaram objetos nos jogadores. Bruno Henrique mostrou o dedo do meio e, em seguida, segurou e balançou suas partes íntimas, atitude que motivou a abertura do processo disciplinar.

Bruno Henrique fez gesto obsceno para torcida argentina no Estudiantes x Flamengo — Foto: Reprodução / ge
A Unidade Disciplinar da Conmebol citou artigos do Código Disciplinar: o 2b, referente a “comportar-se de maneira ofensiva, insultante ou manifestações difamatórias”, e o 2c, que aborda “violar as pautas mínimas do que se considera comportamento aceitável no âmbito esportivo”. A possível punição, prevista no artigo 6, inclui suspensão por um número de partidas ou por um período de tempo.
Bruno Henrique defendeu-se, afirmando que a reação foi motivada pelos objetos arremessados pelos torcedores, inclusive um isqueiro que o atingiu no rosto:
— Só mostram a minha parte, mas a parte de nós jogadores sendo atingidos por objetos, latas e outras coisas não mostraram. Inclusive, só tive essa reação por ter recebido um isqueiro no rosto. Sou sempre o ruim da história, né? Incrível — comentou o jogador em resposta a publicação do perfil “Fla da Depressão”.
Além deste episódio, o atacante enfrenta outro processo no Brasil. Ele foi acusado de manipulação de resultados em 2023, por forçar um cartão amarelo que beneficiou apostadores, e foi inicialmente punido com 12 jogos de suspensão. Bruno Henrique segue jogando sob efeito suspensivo após recurso do Flamengo, enquanto a Procuradoria do STJD também recorreu para aumentar a pena. O julgamento em segunda instância ainda não foi marcado.