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Bruno Guimarães Ferraz, jovem militar da FAB, foi achado sem vida durante turno de serviço e familiares relatam falta de apoio institucional enquanto aguardam laudo sobre causa da morte.

O militar da Força Aérea Brasileira (FAB) Bruno Guimarães Ferraz, de 20 anos, morreu na madrugada da última segunda-feira em serviço, na guarita da Base Aérea dos Afonsos, na Zona Oeste do Rio. A família afirma não ter recebido esclarecimentos sobre a causa da morte, embora a instituição tenha informado que instaurou um processo administrativo para apurar o caso. Enquanto isso, os parentes denunciam abandono e falta de apoio institucional.

O que se sabe até o momento

Bruno ingressou na FAB em maio deste ano e estava lotado na Base Aérea dos Afonsos. Ele teria iniciado o turno de plantão no domingo (12) e foi encontrado morto na guarita na manhã de segunda-feira (13). A certidão de óbito aponta que são necessários exames complementares para determinar a causa da morte.

Não há ainda uma explicação oficial sobre o que de fato ocorreu: relatos apontam que ele foi encontrado caído no chão da cabine de serviço; outro aponta que teria passado mal e sido levado ao hospital da base, onde veio a falecer. A mãe e demais familiares dizem que ele era um jovem saudável, sem histórico clínico grave.

Reclamações da família e apoio institucional

Os parentes de Bruno relatam que não receberam orientações claras da FAB sobre os procedimentos. A mãe, segundo a tia do militar, teria sido chamada ao hospital e precisado insistir para saber o que tinha ocorrido. A família afirma que o corpo foi sepultado na terça-feira em Magé (Baixada Fluminense) e que a própria cerimônia foi organizada sem apoio da instituição.

A FAB informou, em nota, que “lamenta profundamente o ocorrido”, que instaurou “procedimento administrativo para apurar os fatos” e que “colabora com as investigações policiais”. No entanto, para a família, a resposta é insuficiente e o silêncio institucional agrava a dor.

Pistas do caso e investigação em curso

  • A base onde ocorreu o fato é a Base Aérea dos Afonsos, no bairro Campo dos Afonsos, Zona Oeste do Rio.
  • A certidão de óbito informa que a causa ainda depende de exames complementares e que o laudo pode levar até 40 dias.
  • A família questiona os procedimentos: celulares, pertences e o armário do militar teriam ficado lacrados, sendo liberados apenas a carteira militar para liberação de sepultamento.

Por que esse caso chama atenção

O episódio reúne elementos de morte em serviço em uma instituição militar, falta de clareza sobre a causa da morte, ausência de apoio à família e procedimentos internos que ainda geram dúvidas. A confluência desses fatores provoca repercussão pública sobre as condições de trabalho em bases militares, bem como sobre a transparência institucional quando se trata de óbitos sob custódia ou em serviço.

O que se espera agora

  • Apuração interna da FAB via procedimento administrativo para determinar eventuais falhas ou responsabilidades.
  • Investigação policial paralela para confirmar a causa da morte e apurar se houve vícios no atendimento ou no procedimento de serviço.
  • Comunicação mais transparente com a família, inclusão de apoio institucional e esclarecimentos públicos.
  • Divulgação do laudo oficial da causa da morte após os exames complementares.

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