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Investigação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) no Morro do Jordão, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, apura existência de enterramento irregular usado por facção criminosa.

Nesta terça-feira (21), a Polícia Civil deflagrou uma operação no Morro do Jordão, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, após receber denúncias de que traficantes ligados à Comando Vermelho estariam utilizando uma área de mata na comunidade para esconder corpos em um cemitério clandestino. Agentes da DDPA — que apura desaparecidos — atuam no local, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, enquanto as buscas prosseguem.

Detalhes da operação

A intervenção começou nas primeiras horas da manhã após recebimento de informações que apontavam a existência de túmulos improvisados em meio à vegetação do Morro do Jordão. A DDPA acionou equipes especializadas, que seguem em varredura da mata para localizar vestígios de enterramento clandestino — prática utilizada para ocultar corpos de vítimas de facções criminosas, segundo investigações.

O local sob investigação é uma zona de difícil acesso, exigindo o apoio do Corpo de Bombeiros para garantir segurança e mobilização das equipes. Embora ainda não haja confirmação oficial de corpos localizados, corpo técnico da perícia foi acionado para coleta de evidências e análise do terreno.

Fontes policiais indicam que a área teria servido para ação da facção como esconderijo irregular de cadáveres de rivais, um modo de evitar rastreamento pela polícia. O modus operandi reforça a conexão entre tráfico, território e violência extrema nas comunidades da Zona Sudoeste.

Contexto e repercussões

Operações semelhantes em favelas do Rio mostram que cemitério clandestino, como o investigado no Morro do Jordão, se configura como instrumento da “guerra” entre facções, que utilizam locais de difícil acesso como estratégia de ocultação. Em julho de 2025, uma ação da DDPA e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) localizou ossadas em mata de comunidade dominada pela facção, reforçando padrão investigado.

A descoberta desse tipo de local agrava o cenário de violência e dificulta o direito à verdade para famílias de desaparecidos, além de exigir respostas de segurança pública e justiça criminal.

O que está por vir

A comunidade local pode ser convocada para depor ou prestar informações, enquanto a área permanece sob isolamento para preservação de evidências.

A polícia espera confirmar se realmente se trata de um cemitério clandestino, com identificação de restos humanos ou indícios precisos de sepultamento irregular.

Será instaurado procedimento de investigação para apurar participação das facções, possíveis vítimas e responsáveis pela ocultação.

Órgãos de segurança e perícia trabalham para garantir cadeia de custódia do local, coleta de vestígios e preparo para eventual exumação ou localizações de corpos.

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