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Quadrilha falsificava anúncios e aplicava golpes em vítimas, que perdiam entre R$ 7 mil e R$ 25 mil. Investigação revela métodos fraudulentos de venda.

Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (22), a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu dois suspeitos de liderar um golpe imobiliário em uma imobiliária da Vila da Penha, na Zona Norte. Marcos dos Santos Vitor e Luciana Pereira Dellan foram detidos por participação em um esquema que causou prejuízos a pelo menos 25 vítimas.

De acordo com a investigação, os golpistas falsificavam anúncios de imóveis legítimos e se passavam por operadores de crédito imobiliário. Eles ofereciam condições de pagamento facilitadas para atrair compradores e, em seguida, desapareciam com o dinheiro.

Falsificação de anúncios e promessas de crédito facilitado

O bando utilizava anúncios falsificados de casas e apartamentos que, na realidade, estavam à venda em plataformas online. Sem o conhecimento dos proprietários, eles se passavam por intermediários de financiamento e ofereciam condições vantajosas.

Um dos métodos mais comuns era pedir um pagamento inicial de 10% sobre o valor do imóvel. Essa entrada, que chegava até R$ 25 mil, era exigida logo no início do processo. No entanto, após o pagamento, os criminosos sumiam, e a venda nunca era concluída.

“Golpe cruel” que afeta compradores e vendedores

A delegada Daniela Terra, responsável pelo caso, descreveu o golpe como “cruel”. Ela afirmou: “As vítimas ficavam esperando pela devolução do dinheiro, que nunca vinha. Eles diziam que, se a negociação não fosse concluída, devolveriam o valor. Mas isso nunca acontecia.”

Além de enganar os compradores, o golpe também afetava os vendedores, que não tinham conhecimento de que seus imóveis estavam sendo utilizados para fraudar pessoas.

Negociações fraudulentas e contratos falsificados

O processo fraudulento começava com a suposta imobiliária, que encaminhava os interessados para uma operadora de crédito falsa. Lá, as vítimas eram convencidas a assinar contratos fraudulentos, que simulavam financiamentos inexistentes.

Uma vítima detalhou a experiência: “Eles pedem para você assinar a papelada e, ao chegar no local combinado, solicitam o pagamento da entrada, que gira em torno de R$ 10 mil. O local nem parecia um banco – era mais um escritório improvisado. A casa sequer tinha RGI.”

Papéis definidos e prisão dos responsáveis

Os dois presos desempenhavam papéis específicos dentro do esquema. Marcos dos Santos Vitor se encarregava de captar as vítimas, enquanto Luciana Pereira Dellan atuava como gerente da falsa imobiliária. Vale destacar que Luciana já havia sido presa anteriormente por estelionato.

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