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Segurança foi reforçada no Hospital Getúlio Vargas, na Penha; além dos agentes, moradores atingidos por tiros também seguem em observação.

Dez policiais militares feridos durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na última terça-feira (28), continuam internados em hospitais da capital fluminense. Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, dois deles estão em estado grave, enquanto os demais seguem em recuperação. A operação, considerada a mais letal da história do estado, deixou 121 mortos e dezenas de feridos.

A segurança foi reforçada no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde parte dos agentes está internada. Por razões de segurança e privacidade, a corporação não divulgou os nomes nem as patentes dos policiais.

Civis também ficaram feridos durante os confrontos

Além dos militares, dois moradores foram atingidos por tiros e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas. Um deles é um homem em situação de rua, e o outro estava em um ferro-velho próximo à região dos confrontos. Ambos permanecem internados e apresentam quadro estável.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, outros três feridos foram levados para unidades de saúde da capital. Duas pessoas estão no Hospital Salgado Filho, no Méier, e um mototaxista foi encaminhado ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Todos têm estado de saúde estável.

Balanço da operação e contexto

O governo do Rio de Janeiro confirmou o balanço oficial de 121 mortos, sendo 117 suspeitos e 4 policiais. A megaoperação, que contou com a participação de 2,5 mil agentes, teve como objetivo combater a expansão do Comando Vermelho nas comunidades da Zona Norte.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, classificou o resultado como um “dano colateral muito pequeno”, destacando que o foco da ação era desarticular a atuação de facções criminosas. O governo estadual defende que as forças de segurança continuam empenhadas em “garantir a estabilidade e a retomada de áreas dominadas pelo tráfico”.

Apesar das declarações oficiais, organizações de direitos humanos e moradores das comunidades cobram transparência nas investigações e identificação das vítimas, muitas das quais permanecem no Instituto Médico Legal (IML) aguardando reconhecimento.

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