Foto: Divulgação/PCERJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta terça-feira (11) a prisão em flagrante de Gilmara Barbosa dos Reis Assis, mulher que transportava 30 pistolas semiautomáticas escondidas em almofadas. As armas foram interceptadas no Posto Fiscal de Nhangapi, em Itatiaia (Sul Fluminense).
Segundo as investigações, o armamento saiu do bairro do Brás, em São Paulo, em um ônibus de turismo com destino ao Complexo do Alemão, reduto do Comando Vermelho — o que demonstra uma logística interestadual sofisticada.
O ônibus escondia o arsenal dentro de caixas de papelão e almofadas encaixotadas no bagageiro. A carga também incluía 63 carregadores, segundo controle da Polícia Civil. O peso atípico das caixas levantou suspeita e colaborou com a descoberta.
Operação, vínculo com facção e autuação
A ação integra a Operação Contenção, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME), com apoio da Operação Foco e da 17ª DP (São Cristóvão). A investigação aponta que Gilmara teria sido contratada para transportar o armamento até o Rio, onde um motorista de aplicativo faria a entrega a criminosos ligados ao Comando Vermelho.
Ela foi autuada por comércio ilegal de armas de fogo, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento. A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes da defesa da suspeita e informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.
Impacto para segurança pública no Rio
A apreensão acontece logo após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história do Estado, e que visou o controle territorial do Comando Vermelho. Essa nova captura de armas evidencia que o fluxo de armamento para facções persiste, mesmo após intervenções intensas.
Segundo especialistas em segurança pública, a descoberta desse tipo de transporte interestadual de armas reforça a necessidade de articulação entre órgãos estaduais e federais, além de vigilância forte em rodovias e postos fiscais como o de Nhangapi.