Na noite deste domingo (23), a jogadora de vôlei do Tijuca Tênis Clube, Júlia Azevedo, foi baleada durante uma tentativa de assalto na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. A atleta, de 28 anos, estava no carro com seu pai, Marcos Venício Rocha Azevedo, quando o veículo foi abordado por criminosos em alta velocidade. Os bandidos, sem dar qualquer aviso de assalto, atiraram contra o carro da família. Um dos disparos atingiu Júlia nas costas, mas felizmente não atingiu órgãos vitais, a coluna ou a bexiga.
A jogadora foi levada imediatamente ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde recebeu os primeiros cuidados e passou por exames médicos. Apesar do grande susto, Júlia foi liberada horas depois e já se encontra em casa, se recuperando do ferimento. A bala passou a menos de 1 cm de órgãos vitais, e a jogadora compartilhou sua experiência nas redes sociais, agradecendo por estar viva.
O ataque: um momento de pânico e violência
O ataque ocorreu por volta das 22h20, na Rua Conde de Bonfim, esquina com Rua Henry Ford, na Tijuca. Segundo Júlia, a abordagem foi extremamente rápida e agressiva. “O carro dos criminosos se aproximou do nosso, e o homem do banco do carona desceu e já começou a atirar. Não houve tempo para qualquer reação. Foi tudo muito rápido”, relatou a atleta.
O pai de Júlia, que dirigia o carro, tentou acelerar para fugir da situação, mas os criminosos dispararam três tiros. Júlia foi atingida pelas costas por um dos disparos, mas não percebeu imediatamente que havia sido baleada. Ela descreveu a sensação como se tivesse levado um “soco muito forte na coluna”. Só ao chegar em casa, a jogadora percebeu o ferimento e foi rapidamente levada para atendimento médico.

A recuperação de Júlia e o apoio da comunidade
A jogadora se disse grata pela chance de estar viva, publicando uma mensagem nas redes sociais agradecendo o apoio recebido dos fãs, familiares e amigos. “Eu literalmente nasci de novo. Graças a Deus, o projétil não atingiu minha medula nem nenhum órgão vital. Foi por muito pouco. Agradeço pelas mensagens, orações e todo o carinho que estou recebendo.”
Júlia afirmou também que, apesar do trauma, não vai deixar que o medo controle sua vida. “Não vou deixar de viver por causa disso. A vida é o nosso bem mais precioso, e a minha foi poupada por um milagre. Vou me recuperar e voltar ainda mais forte”, completou a jogadora.
O Tijuca Tênis Clube também se manifestou em nota oficial, informando que a atleta está em recuperação e fora de perigo, e desejando uma pronta recuperação para a jogadora. A equipe médica afirmou que Júlia só precisará de um curto período de afastamento dos treinos para se recuperar completamente.
Investigação do caso: tentativa de assalto ou erro de alvo?
A Polícia Civil do Rio de Janeiro já registrou o caso como tentativa de assalto. No entanto, a 19ª DP (Tijuca) investiga se o ataque pode ter sido um erro de alvo, já que Júlia e seu pai não foram rendidos pelos criminosos, nem tiveram seus bens roubados. Não houve tentativa de assalto tradicional, como o pedido de dinheiro ou objetos.
A polícia está analisando imagens de câmeras de segurança nas proximidades e colhendo depoimentos de testemunhas para identificar os criminosos responsáveis. O Centro de Operações da Polícia Militar (COP) e a Delegacia de Homicídios estão em campo para apurar todos os detalhes do incidente.