Foto: Bruno Itan
A Corregedoria da Polícia Militar prendeu cinco policiais nesta sexta-feira (28), em uma ação que ocorre após a megaoperação realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha. A operação, considerada uma das mais letais da história do Rio, terminou com 122 mortos, o que motivou investigação imediata sobre a conduta dos agentes envolvidos.
Segundo a corporação, os investigadores identificaram indícios de crimes militares cometidos pelos policiais durante o serviço. A investigação ganhou força depois que equipes analisaram as gravações registradas pelas Câmeras Operacionais Portáteis, usadas pelos PMs no dia da operação.
Mandados de busca e apreensão reforçam investigação
Além das prisões, a Corregedoria cumpriu dez mandados de busca e apreensão, ampliando a coleta de provas. Embora os detalhes das condutas investigadas ainda não tenham sido divulgados, a corporação reforçou que a apuração seguirá em sigilo para preservar o andamento dos trabalhos.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que não tolera desvios de conduta, destacando que punirá com rigor todos os agentes envolvidos caso os fatos sejam confirmados.
Alerj acompanha caso e cobra transparência das autoridades
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj (CDDDHC), presidida pela deputada Dani Monteiro, acompanhou as ações da Corregedoria e também monitorou a situação nos territórios afetados.
A comissão colheu depoimentos, atendeu familiares e enviou pedidos formais de preservação de provas, além de relatar falhas no uso das câmeras corporais. Todo o material foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da ADPF 635, que trata do controle das operações policiais no Rio.
O conjunto de informações também incluiu pedido de federalização das investigações, caso haja indícios de violações graves.