As servidoras Allane de Souza Pedrotti e Layse Costa Pinheiro, assassinadas a tiros dentro do Cefet-RJ, no Maracanã, foram sepultadas nesta segunda-feira (30) em cerimônias marcadas pela comoção de familiares, amigos e colegas de trabalho. As duas funcionárias foram mortas por um servidor da instituição, João Antonio Miranda Tello Ramos Gonçalves, que cometeu suicídio após o ataque. O Cefet decretou cinco dias de luto oficial e suspendeu as aulas no campus.
O episódio, que abalou a comunidade acadêmica e reacendeu o debate sobre segurança interna nas instituições federais, é investigado pela Polícia Civil.
Velórios ocorreram em Botafogo e Paciência
Allane Pedrotti foi velada no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, Zona Oeste, às 12h. Já Layse Costa Pinheiro foi homenageada no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul, às 12h15.
Amigos próximos e familiares relataram choque e profunda tristeza. Allane, além da carreira acadêmica, mantinha o sonho de se firmar como cantora e compositora.
“É devastador. Um pedaço de mim foi embora”, lamentou um amigo.
Como foi o ataque no Cefet-RJ
O crime ocorreu dentro do campus Maracanã, onde as duas trabalhavam. Segundo a investigação, João Antonio, servidor da instituição, entrou armado, disparou contra as colegas e depois tirou a própria vida.
A Polícia Civil afirma que diligências estão em andamento para entender a motivação do ataque. Testemunhas relataram que o atirador tinha histórico de problemas mentais e vinha demonstrando insatisfação profissional após ser remanejado de função.
A tragédia resultou na suspensão das atividades acadêmicas e administrativas presenciais até 5 de dezembro, com parte do funcionamento ocorrendo de forma remota.
Repercussão: MEC lamenta mortes e acompanha investigação
O ministro da Educação, Camilo Santana, lamentou o episódio e prestou solidariedade às famílias e à comunidade acadêmica.
“Minha solidariedade a toda a comunidade do Cefet-RJ, cenário da tragédia que culminou na morte de três servidores”, escreveu em nota divulgada nas redes sociais.
O MEC afirmou que acompanha o caso e está em contato com a direção da instituição.