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Bairro concentrou 779 ocorrências no primeiro semestre e segue isolado na liderança, impulsionado pelo fluxo intenso de trabalhadores, turistas e comércio.

Foto: Divulgação

O Centro do Rio registrou o maior número de roubos de celular no primeiro semestre de 2025.
Mesmo assim, o bairro apresentou queda de 20,4%, segundo levantamento do Mapa do Crime.

Entre janeiro e junho, o Centro somou 779 ocorrências, contra 979 casos no mesmo período de 2024. Ainda assim, o bairro permanece muito à frente dos demais da região central.

Além disso, o intenso fluxo diário de trabalhadores, turistas e consumidores contribui diretamente para a concentração dos crimes. O amplo polo comercial segue como fator decisivo para a manutenção dos altos índices.

Cidade Nova, Santa Teresa e Santo Cristo registram altas

Na sequência do ranking, Cidade Nova apresentou 60 registros, com crescimento expressivo de 46,3% na comparação anual. Logo depois, Santa Teresa e Santo Cristo registraram 44 casos cada, ambos com aumento.

Enquanto Santa Teresa cresceu 7,3%, Santo Cristo avançou 33,3% no período analisado.
Portanto, apesar da liderança isolada do Centro, outros bairros mostram tendência de alta.

Gamboa e Catumbi apresentam crescimento proporcional elevado

A Gamboa saltou de 8 para 13 ocorrências, o que representa aumento de 62,5%.

Já o Catumbi registrou a maior variação percentual da região.

Os casos no bairro passaram de 2 para 8 registros, configurando uma alta de 300%.
Embora os números absolutos sejam menores, o crescimento acende alerta para expansão territorial do crime.

Quedas e estabilidade em bairros do entorno

Por outro lado, alguns bairros apresentaram redução significativa ou ausência total de registros.
Paquetá, por exemplo, não registrou nenhum roubo no semestre.

A Saúde caiu 25%, passando de 16 para 12 ocorrências.
Enquanto isso, o Rio Comprido recuou 23,5%, saindo de 34 para 26 casos.

O Estácio, contudo, teve leve alta de 10%, indo de 20 para 22 registros.
Assim, o bairro mantém posição intermediária no ranking regional.

Ranking de roubos de celular no Centro do Rio – 1º semestre de 2025

  • Centro: 779 casos (queda de 20,4%)
  • Cidade Nova: 60 casos (alta de 46,3%)
  • Santa Teresa: 44 casos (alta de 7,3%)
  • Santo Cristo: 44 casos (alta de 33,3%)
  • Rio Comprido: 26 casos (queda de 23,5%)
  • Estácio: 22 casos (alta de 10%)
  • Gamboa: 13 casos (alta de 62,5%)
  • Saúde: 12 casos (queda de 25%)
  • Catumbi: 8 casos (alta de 300%)
  • Lapa: 5 casos (alta de 25%)

Diferença entre roubo de celular e roubo a pedestre

As autoridades registram roubo de celular e roubo a pedestre como crimes distintos.
Isso ocorre porque cada delito possui dinâmica e impacto diferentes.

O roubo a pedestre envolve a subtração de qualquer bem pessoal mediante ameaça ou violência.
Já o roubo de celular tem o aparelho como alvo específico da ação criminosa.

Além disso, o celular alimenta outras práticas ilegais, como golpes bancários, revenda clandestina e desmanche para peças.
Por isso, o crime recebe tratamento estatístico próprio.

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