A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou o aumento da passagem de ônibus na capital fluminense. A tarifa passará de R$ 4,70 para R$ 5, com validade a partir de 4 de janeiro de 2026, conforme decreto publicado no Diário Oficial nesta terça-feira (30), assinado pelo prefeito Eduardo Paes.
Reajuste atinge todo o transporte municipal
O novo valor será aplicado a todos os modais municipais, incluindo ônibus convencionais, BRT Rio, VLT Carioca, vans e os chamados cabritinhos. Para o passageiro, o custo por viagem será de R$ 5.
Apesar disso, o decreto estabelece que as empresas concessionárias receberão R$ 6,60 por passageiro transportado. A diferença entre a tarifa paga pelo usuário e a tarifa de remuneração será subsidiada pela Prefeitura.
Subsídio e novo indicador financeiro
Além do reajuste da tarifa, o município atualizou o Indicador de Receita por Quilômetro (IRK), que passará a ser de R$ 9,00 a partir de 1º de janeiro de 2026. Com isso, o subsídio tarifário por quilômetro ficará em R$ 3,06, valor que pode variar conforme parâmetros previstos em acordos judiciais.
Segundo o governo municipal, a medida busca equilibrar os custos operacionais das concessionárias e, ao mesmo tempo, manter a tarifa em um patamar considerado socialmente aceitável, com apoio financeiro do poder público.
Contexto de paralisações e crise operacional
O anúncio do aumento ocorre um dia após paralisações parciais de empresas de ônibus na cidade, provocadas pela falta de combustível para abastecer parte da frota. Cerca de 60 ônibus deixaram de circular, afetando principalmente linhas que ligam o Centro às zonas Sul e Norte.
Na ocasião, empresas alegaram redução no subsídio municipal como um dos fatores para a crise. A Prefeitura, por sua vez, afirmou que os pagamentos estão em dia e que o reajuste anunciado visa justamente garantir a continuidade do serviço.
O que diz a Prefeitura
No texto do decreto, o município afirma que o reajuste é necessário para manter o sistema de transporte público em funcionamento, diante de dificuldades operacionais recorrentes.
A administração destaca que o objetivo é assegurar a manutenção do serviço, conciliando os custos das concessionárias com a modicidade da tarifa, por meio do subsídio público.