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Avanço da balneabilidade em áreas antes poluídas reforça atratividade da cidade e projeta alta histórica no número de visitantes.

(Foto Divulgação Águas do Rio)
O Rio de Janeiro inicia o verão de 2026 com o turismo aquecido e um diferencial cada vez mais decisivo: praias mais limpas e próprias para banho. Dados ambientais recentes indicam melhora consistente da balneabilidade em áreas historicamente afetadas pela poluição, movimento que fortalece a imagem da cidade, amplia o fluxo de visitantes e gera impacto direto na economia da orla.

Turismo em alta e praias como principal vitrine

A expectativa é de que 5,7 milhões de turistas visitem a capital fluminense ao longo da temporada de verão, sendo 1,2 milhão de estrangeiros e 4,5 milhões de brasileiros. O interesse se concentra no lazer ao ar livre, na agenda cultural intensa e, sobretudo, nas praias cariocas, principal cartão-postal da cidade.

A força econômica da orla é expressiva. Um levantamento sobre a economia das praias do Rio aponta que as atividades realizadas na areia movimentam cerca de R$ 5,1 bilhões por ano. Ambulantes, quiosques, barraqueiros e serviços informais formam uma cadeia que gera renda e sustenta milhares de famílias diariamente.

Balneabilidade em alta sinaliza virada ambiental

Além do movimento intenso, o verão de 2026 marca uma mudança concreta na relação da cidade com o mar. Boletins positivos de balneabilidade e a presença frequente de bandeiras verdes em trechos antes considerados impróprios indicam avanço ambiental consistente, com reflexos diretos no turismo e na ocupação das praias.

A melhora está associada a obras estruturais de saneamento, que reduziram significativamente o despejo de esgoto no litoral. Na Baía de Guanabara, por exemplo, cerca de 130 milhões de litros de esgoto por dia deixaram de ser lançados no ambiente, ampliando os períodos próprios para banho em praias como Flamengo, Catete e Paquetá.

São Conrado vira símbolo da transformação

Um dos exemplos mais emblemáticos dessa mudança é a Praia de São Conrado. Em 2025, o local apresentou condições próprias para banho em cerca de 82% do tempo, um salto expressivo em comparação ao período entre 2010 e 2020, quando esse índice girava em torno de 22%.

O avanço foi possível após a modernização de estações elevatórias que passaram a direcionar o esgoto de mais de 100 mil moradores de São Conrado e da Rocinha para o emissário submarino de Ipanema, com operação contínua e monitoramento em tempo real.

Impacto social: famílias e projetos voltam ao mar

A recuperação ambiental já é sentida por quem vive a praia diariamente. Projetos sociais ligados ao esporte e ao lazer aquático registraram aumento na procura por atividades, impulsionado pela maior confiança das famílias na qualidade da água.

A retomada do contato com o mar reforça não apenas o turismo, mas também o papel social, cultural e esportivo das praias cariocas, historicamente centrais na identidade da cidade.

Próximos avanços e expectativa para 2026

A tendência é de novos avanços ao longo de 2026. Na Ilha do Governador, a implantação de novos pontos de coleta deve impedir que cerca de 4,9 milhões de litros de esgoto por dia cheguem à Baía de Guanabara, acelerando a recuperação ambiental da região.

Especialistas apontam que o saneamento básico gera resultados progressivos, com benefícios que se consolidam ao longo do tempo. O cenário indica que, além de calor e paisagens, o Rio passa a oferecer águas mais limpas como diferencial competitivo no turismo nacional e internacional.

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