Investigações revelaram crimes em vários pontos da Zona Sul e da Barra da Tijuca — Foto: Reprodução/ TV Globo
Policiais civis da 15ª DP (Gávea) prenderam, na última terça-feira (7), dois homens acusados de integrar uma quadrilha especializada no roubo de caminhonetes de luxo no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, os veículos eram revendidos a traficantes do Complexo da Maré, na Zona Norte da capital.
Os presos foram identificados como Fagner Yuri de Jesus, conhecido como Pitoco, e Matheus Ferreira Vasconcelos, apelidado de Coxinha. Eles foram detidos em flagrante enquanto tentavam roubar uma caminhonete preta na Avenida Lúcio Costa, na orla da Barra da Tijuca.
Veículos revendidos ao tráfico
As investigações apontaram que o grupo atuava em trios. Um dos integrantes circulava de moto pela região para identificar possíveis alvos. Após localizar um veículo de interesse, ele acionava os comparsas.
Enquanto um deles abria o automóvel, o outro ficava responsável por observar a movimentação da área e possíveis aproximações policiais. Todo o processo ocorria em poucos minutos.
Veículos revendidos ao tráfico
Segundo a Polícia Civil, os criminosos negociavam as caminhonetes roubadas por valores entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, por meio de grupos de mensagens. Após o roubo, os veículos eram levados para a comunidade da Nova Holanda, no Complexo da Maré.
No local, os carros eram usados pelo tráfico para clonagem, desmontagem ou revenda de peças. Parte dos veículos também era enviada para fora do país, especialmente para o Paraguai, onde poderia ser trocada por armas ou drogas.
Material reunido na investigação
Os policiais reuniram imagens que mostram o modo de atuação da quadrilha em diferentes pontos da cidade. O material reforçou o padrão de ação rápida e coordenada do grupo, principalmente em áreas nobres do Rio, como a Zona Sul e a Barra da Tijuca.
Investigações continuam
A Polícia Civil segue investigando para identificar outros integrantes da quadrilha e possíveis receptadores dos veículos roubados. Até a última atualização, a defesa dos presos não havia sido localizada para comentar o caso.