O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro iniciou, nesta segunda-feira (19), uma força-tarefa de vistorias em shoppings centers do Rio de Janeiro. A medida ocorre após o incêndio no Shopping Tijuca, na Zona Norte da capital, que deixou duas pessoas mortas e três feridas, e tem como objetivo verificar se os empreendimentos cumprem todas as normas de segurança contra incêndio e pânico exigidas por lei.
Fiscalização anunciada após análise interna
A operação havia sido anunciada na última sexta-feira (16), depois de um levantamento realizado nos sistemas internos da corporação, que analisou a situação de regularização das edificações classificadas como shopping centers em todo o estado.
Segundo os Bombeiros, embora a maioria dos centros comerciais possua documentação considerada regular, a fiscalização busca garantir que as condições reais de segurança estejam sendo mantidas, especialmente após o incêndio que chocou a população e reacendeu o debate sobre prevenção.
O que será verificado nas vistorias
Durante as inspeções, os militares avaliam itens como:
- funcionamento de sistemas de detecção e combate a incêndio;
- sinalização de emergência e rotas de fuga;
- manutenção de sprinklers, alarmes e iluminação de emergência;
- adequação dos espaços às normas técnicas vigentes.
Os shoppings precisam possuir o Certificado de Aprovação (CA), documento que comprova o cumprimento das medidas de segurança previstas no projeto aprovado pelo Corpo de Bombeiros, após a emissão do Laudo de Exigências.
Responsabilidade é dos proprietários
De acordo com a corporação, a responsabilidade pela manutenção permanente das medidas de segurança contra incêndio e pânico é do proprietário do imóvel ou de seu representante legal.
O Certificado de Aprovação também precisa ser renovado sempre que houver mudanças estruturais, como obras, alterações no layout das lojas ou modificações arquitetônicas — situações frequentes em shoppings devido à dinâmica comercial.
Tragédia impulsionou ações preventivas
O incêndio no Shopping Tijuca, ocorrido no início do mês, expôs fragilidades operacionais e resultou na morte de dois bombeiros civis que atuavam no combate às chamas. O episódio acelerou cobranças por maior rigor na fiscalização e por ações preventivas mais efetivas em locais de grande circulação de pessoas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as vistorias seguem ao longo da semana e poderão resultar em notificações, prazos para adequação ou interdições, caso sejam identificadas irregularidades que coloquem vidas em risco.