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Raphaela Salsa Ferreira Dias de Oliveira foi encontrada carbonizada após desaparecer na Zona Oeste do Rio em 2023; laudo aponta que ela foi queimada ainda com vida.

A Justiça do Rio de Janeiro iniciou nesta quarta-feira (28) o julgamento de Vagner Dias de Oliveira, réu pela morte da estudante Raphaela Salsa Ferreira Dias de Oliveira, no Tribunal do Júri.

Raphaela tinha 38 anos quando foi encontrada carbonizada após desaparecer na Zona Oeste do Rio, em 2023. O ex-marido foi preso na mesma semana do crime.

Laudo indica que vítima foi queimada viva

O laudo do exame de necropsia apontou que Raphaela foi queimada ainda com vida.

Segundo o documento, havia vestígios de fuligem na língua, o que indica que ela inalou fumaça durante o incêndio.

O relatório concluiu que a morte ocorreu por intoxicação pela fumaça, associada à carbonização e à asfixia térmica.

O laudo destacou que o evento térmico aconteceu enquanto a vítima ainda estava viva.

Relatos apontam histórico de ciúmes

Familiares informaram que Raphaela tinha medo de Vagner, com quem manteve um relacionamento de 14 anos e teve dois filhos.

Em depoimento à polícia, a filha, a prima e o atual namorado da vítima relataram que ela temia as reações do ex-marido por ciúmes.

A filha mais velha afirmou que ele não aceitava a separação e acreditava em uma possível reconciliação.

Segundo o relato, Vagner poderia não controlar a indignação caso soubesse do novo relacionamento da ex-mulher.

O casal estava separado havia aproximadamente três meses.

O atual namorado confirmou que o relacionamento era mantido em sigilo por receio das reações do ex-marido.

Investigação aponta deslocamento da vítima

As investigações indicam que Raphaela foi levada por Vagner quando chegava em casa, na região da Praça Seca.

Segundo a família, ela havia saído de uma aula no bairro Pechincha e seguia para casa em um carro de aplicativo.

De acordo com os investigadores, a vítima estava no veículo quando Vagner foi a um posto de gasolina para comprar um galão de combustível.

A suspeita é de que ela já estivesse desacordada nesse momento.

O corpo foi reconhecido por meio da arcada dentária e de algumas tatuagens.

Compra de combustível e local do corpo

Segundo a polícia, Vagner comprou a gasolina por volta das 22h.

Antes disso, ele teria ligado para o posto solicitando a reserva de um galão.

O corpo de Raphaela foi encontrado parcialmente carbonizado às margens da BR-101, em meio à mata.

Um caminhoneiro localizou o corpo e acionou a Polícia Rodoviária Federal.

O local onde o corpo foi encontrado fica a mais de 40 quilômetros da residência da vítima.

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