Pesquisar

Maria da Ajuda Santana do Nascimento, de 58 anos, foi baleada no Catiri, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em ataque atribuído a disputa territorial entre criminosos; comunidade e igreja exigem respostas.

Na quarta-feira (28), Maria da Ajuda Santana do Nascimento, conhecida como Silvia, morreu após ser atingida por uma bala perdida em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, segundo informações oficiais.

O crime ocorreu quando ocupantes de um carro passaram atirando pela Avenida Dezenove de Abril, no bairro do Catiri, atingindo a vítima enquanto ela seguia para o trabalho.

Apesar do socorro imediato e do encaminhamento ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, Maria não resistiu aos ferimentos provocados pelos disparos.

Além disso, uma segunda pessoa ficou ferida no braço durante o ataque, recebeu atendimento médico na mesma unidade e permanece em observação, conforme relataram autoridades.

Atuação Religiosa e Comoção da Comunidade

Maria da Ajuda era figura marcante na Igreja Adventista do Sétimo Dia do Jardim Bangu, onde participava ativamente de eventos, celebrações e ações comunitárias ao longo dos anos.

Recentemente, um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou a vítima cantando em um evento comemorativo do Dia da Mulher, o que ampliou a comoção entre fiéis e moradores.

Diante da morte, a igreja cancelou o culto programado para a noite de quarta-feira e divulgou nota de pesar, destacando a fé, a esperança cristã e o legado espiritual deixado por Maria.

Relato de Amiga e Rotina Interrompida

A autônoma Jacqueline dos Santos, amiga próxima da vítima, afirmou que Maria trabalhava vendendo camisas evangélicas e seguia para a loja quando foi atingida.

Segundo ela, Maria era uma mulher trabalhadora, temente a Deus e muito querida, além de manter uma rotina disciplinada e dedicada ao trabalho e à fé.

Jacqueline relatou ainda que estranhou o atraso da amiga e, logo depois, recebeu a notícia de que ela havia sido baleada por um disparo de fuzil.

Violência na Região e Investigação

De acordo com moradores, o Catiri vive uma escalada de violência desde 2023, motivada por disputas territoriais entre traficantes do Comando Vermelho e grupos milicianos.

Esse cenário tem provocado medo constante, fechamento de comércios e impactos diretos na saúde emocional de crianças, adolescentes e famílias da região.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso e realiza diligências para identificar os autores e esclarecer a motivação do ataque.

Até o momento, não há informações sobre o enterro da vítima, enquanto familiares e amigos aguardam respostas das autoridades.

Fontes: odia.ig.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Proposta aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça prevê classificação do Comando Vermelho e PCC como grupos terroristas no estado e ainda depende de votação em plenário.

Documento falsificado foi identificado durante análise da Polícia Penal; detento acabou transferido para unidade de segurança máxima.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (40)
Conceição Evaristo reúne 70 profissionais em workshop de literatura e acolhimento no Rio

Escritora reuniu cerca de 70 profissionais da assistência social na MultiRio para incentivar atividades de leitura, escrita e contação de histórias.

IMAGENS PARA O SITE (39)
Força Municipal prende dois homens por tentativa de furto de carro em Botafogo, no Rio

Dois homens foram presos após tentativa de furto de veículo na Praia de Botafogo; sete adolescentes também foram detidos na Freguesia.

IMAGENS PARA O SITE (38)
Câmara do Rio aprova programa para ampliar atendimento de saúde a idosos; projeto aguarda sanção

Projeto aprovado pela Câmara do Rio prevê atendimento integrado, prevenção de doenças e capacitação de profissionais para cuidar da população idosa.