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Investigado por série de crimes na Zona Sul, suspeito foi localizado em Manguinhos; polícia estima prejuízo de até R$ 1 milhão por imóvel.

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (29), um homem apontado como principal responsável por furtos em residências de alto padrão na Zona Sul do Rio. Luan Moore Aguiar Martins de Mello foi localizado na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte, durante uma operação policial.

Contra ele havia um mandado de prisão pelos crimes de furto no interior de residência e receptação.

De acordo com os investigadores, Luan possui 47 anotações criminais. Antes de atingir a maioridade, ele foi apreendido dez vezes, todas pelo mesmo tipo de delito. Já na vida adulta, voltou a ser investigado por crimes semelhantes, mantendo o mesmo modo de agir.

Por conta da reincidência e do perfil das ações, a polícia passou a compará-lo ao criminoso conhecido como “Pedro Dom”, que atuava em roubos a imóveis de alto padrão no passado.

Furtos em bairros nobres

As investigações começaram em setembro de 2025, após uma sequência de furtos registrados em imóveis de alto padrão nos bairros do Jardim Botânico, Gávea e São Conrado.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito agia principalmente durante a noite e escolhia residências próximas a áreas de mata. Dessa forma, conseguia acessar os imóveis com mais facilidade e menor chance de ser visto.

Ainda conforme os agentes, Luan selecionava casas que apresentavam maior possibilidade de conter objetos de valor elevado. Dentro dos imóveis, ele percorria os cômodos em busca de joias, relógios, bolsas de luxo e outros artigos valiosos.

Venda dos objetos furtados

De acordo com a 15ª DP (Gávea), após os furtos, os bens eram revendidos a receptadores, sobretudo peças de ouro e relógios de marcas conhecidas.

A polícia informou que os itens eram comercializados por valores muito abaixo do mercado, cerca de R$ 450 por grama de ouro. Nesse cálculo, não eram consideradas marcas ou assinaturas das joias, que poderiam multiplicar o valor real em até dez vezes.

As investigações também indicaram que o suspeito utilizava redes sociais para divulgar os produtos furtados. Para os policiais, as publicações serviam tanto para atrair compradores quanto para provocar as forças de segurança.

Ostentação e prejuízo às vítimas

Segundo a Polícia Civil, o dinheiro obtido com os furtos era gasto em restaurantes e hotéis de luxo, com pagamentos feitos principalmente em dinheiro.

A rotina de consumo e ostentação também aparecia com frequência nas redes sociais do investigado.

O prejuízo estimado pelas autoridades pode chegar a R$ 1 milhão por residência, sobretudo nos imóveis de padrão mais elevado.

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